- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Cidades

Jovem que recebeu aplicação de polilaminina relata recuperar a sensibilidade

Jovem de 24 anos que perdeu movimentos após mergulhar em cachoeira em Santa Leopoldina começa a recuperar sensibilidade

Jovem que recebeu aplicação de polilaminina relata recuperar a sensibilidade
- Momento em que o helicóptero do Notaer resgata jovem em Santa Leopoldina: paciente recebeu polilaminina 72 horas depois de acidente
Foto de perfil de Beatriz Brandão

Beatriz Brandão

Beatriz Brandão é estudante de jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e é repórter multimídia no jornal A Tribuna. Tem experiência em assessoria de imprensa, rádio e jornalismo digital.

Última atualização


O paciente de 24 anos que ficou tetraplégico depois de um mergulho em uma cachoeira de Santa Leopoldina já está recuperando a sensibilidade após receber o tratamento com polilaminina por decisão judicial.

A aplicação foi realizada na manhã da última quarta-feira (07) e, após menos de 24 horas, o paciente demonstrou melhora no quadro. A aplicação foi realizada pelos médicos Olavo Borges Franco, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Bruno Alexandre Côrtes, chefe do serviço de neurocirurgia da cidade do Rio de Janeiro.

O médico diz que o procedimento ocorreu dentro do esperado. “Nós esperamos que o paciente melhore. É um rapaz jovem, com uma lesão muito complicada e, até então, sem tratamento regulado. A nossa esperança é que a polilaminina se torne, em breve, uma opção terapêutica eficaz”.

De acordo com Olavo, o tempo entre a lesão e a aplicação também é um fator importante para o sucesso do tratamento.

“Quanto mais cedo o medicamento é aplicado, maior é o controle dos danos e melhores são os resultados esperados”.

Nesse caso, o paciente recebeu o tratamento em 72 horas após a lesão, o que aumenta a expectativa de um efeito terapêutico mais eficaz.

De acordo com o coordenador do Grupo de Trabalho Intersetorial (GTI) da Polilaminina no Estado, Mitter Mayer, a aplicação foi feita em tempo recorde.

“Essa rapidez foi possível porque o Estado já tinha uma estrutura logística bem preparada. Assim que foi confirmada a lesão e a família acionou a Justiça, foi possível mobilizar a equipe para fazer a aplicação da medicação”.

O paciente está internado no Hospital São Lucas, em Vitória, e quando receber alta hospitalar será encaminhado ao Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (Crefis).

Nos últimos dias, a Anvisa liberou o início da fase 1 do estudo clínico do medicamento. Enquanto o estudo não é iniciado, só é possível receber a medicação mediante autorização judicial.

Mitter diz que o Estado tem expectativa de sediar o estudo, principalmente na fase 2.

“A equipe de pesquisadores já visitou o Espírito Santo, conheceu cinco hospitais de referência em trauma e ficou satisfeita com a estrutura apresentada. Porém, ainda estamos esperando mais respostas”.

Entenda

Polilaminina

É um medicamento novo e experimental desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para o tratamento de lesões na medula espinhal.

É desenvolvido a partir da proteína laminina, extraída da placenta humana.

Resultados iniciais dos estudos clínicos mostram que pacientes que não apresentavam movimentos passaram a recuperar funções motoras após a aplicação do medicamento.

Pacientes tratados

Até agora, seis pacientes receberam o tratamento no País com autorização judicial.

No Estado, dois pacientes já receberam. O primeiro foi o piloto capixaba Luiz Fernando do Nascimento Mozer, de 37 anos.

Estudo

Nos últimos dias, a Anvisa autorizou o início dos estudos clínicos de fase 1 para o uso da polilaminina.

Nesta etapa, será avaliada a segurança do tratamento.

O estudo será conduzido com cinco pacientes, com idade entre 18 e 72 anos, com lesão aguda completa na medula espinhal torácica, com indicação cirúrgica feita num prazo de até 72 horas antes do início do tratamento.

A depender dos resultados da primeira etapa, o estudo poderá evoluir para outras fases.

Enquanto o estudo não se inicia, só podem receber o tratamento pacientes com indicação e com autorização judicial.

Relembre o caso

O paciente de 24 anos sofreu uma lesão na coluna após mergulhar em água rasa, em uma cachoeira em Santa Leopoldina.

O homem foi resgatado pelo Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Secretaria da Casa Militar – ES (Notaer) e foi encaminhado ao Hospital de Urgência e Emergência de Vitória (HEUE), antigo São Lucas.

Quando receber alta hospitalar, o paciente será encaminhado ao Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (Crefis).

Mais Lidas

Ver tudo ›