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Maioria dos acidentes com bikes elétricas no ES envolve carros

Maioria dos acidentes ocorreu entre carros e bicicletas. De janeiro até agora, foram 172 colisões envolvendo os dois tipos de veículo

Maioria dos acidentes com bikes elétricas no ES envolve carros
- Ciclista transita de bicicleta elétrica em pista compartilhada por automóveis e motocicletas
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Nicolas Nunes

Nicolas Nunes é formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Com passagem pelo jornal australiano The Courier Mail, e participação na Jornada Galápagos de Jornalismo, atua como repórter do jornal A Tribuna e do Tribuna Online.

Última atualização


Durante o mês de junho, o Espírito Santo registrou 79 acidentes com bicicletas elétricas. É o maior número de sinistros envolvendo esse modelo de transporte em apenas um mês durante este ano. Os dados são do painel da Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo.

A maioria dos acidentes ocorreu entre carros e bicicletas, de acordo com o painel. De janeiro até agora, foram 172 acidentes envolvendo os dois tipos de veículo.

Alguns fatores, como a falta de habilitação para condutores de bike elétrica, podem explicar o alto número de registros desse tipo de acidente, aponta Luiz Dias, especialista em trânsito.

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“A falta de habilitação mínima para poder pilotar esses veículos proporciona o aumento dos acidentes, que recaem, em maior incidência, entre adolescentes e idosos”, apontou o especialista.

Outra razão apontada pelo especialista foi o aumento do número de bicicletas elétricas à venda no mercado. “Vemos mais nas ruas a cada dia que passa”.

Vila Velha continua aparecendo como o município do Estado que mais registra acidentes com bikes elétricas, com 123 ocorrências de janeiro a junho deste ano.

No total, já ocorreram 358 acidentes em todo o Espírito Santo, desde o início do ano.

O desconhecimento do uso correto da bike elétrica, além de outros motivos, foi destacado como explicação por André Cerqueira, especialista em trânsito e membro do Movimento Capixaba para Salvar Vidas (Movitran).

“Estamos falando de um modal que cresceu muito rápido, mas que ainda é pouco compreendido pela população, pelos condutores e até pelo poder público. Fora isso, a bike elétrica deve ajudar o condutor a pedalar, a se movimentar e a não permitir que ele se comporte como um motociclista”, destacou.

A bicicleta elétrica regular é uma modal de transporte com motor auxiliar e pedal assistido, com potência limitada e assistência elétrica até 32 quilômetros por hora.

O problema, segundo Cerqueira, é que, na prática, muitos equipamentos que circulam nas ruas têm comportamento muito mais próximo de uma pequena moto elétrica: são mais pesados, mais rápidos, silenciosos e têm aceleração maior.

“O alto número de acidentes decorre de uma combinação de fatores: crescimento rápido do uso, falta de conhecimento das regras, pouca infraestrutura cicloviária, baixa percepção de risco, uso sem equipamentos de proteção e convivência insegura com carros, motos e pedestres”, avaliou.

O especialista em trânsito afirmou que a educação, a regulamentação e a infraestrutura “são o caminho para reduzir a quantidade desse tipo de sinistro”.

Fique por dentro

Acidentes com bikes elétricas

Registros de acidentes

  • 2024: 45
  • 2025: 303
  • 2026: 358
  • Total: 706

Vítimas:

  • 61 tiveram lesões graves desde 2024
  • 8 pessoas morreram

Bairros com mais acidentes

1º. Jardim Camburi (Vitória): 36

2º. Praia da Costa (Vila Velha): 34

3º. Itapuã (Vila Velha): 26

4º. Praia de Itaparica (Vila Velha): 20

5º. Jardim da Penha (Vitória): 15

Principais lesões

  • Escoriações leves: 262
  • Lesão na cabeça: 142
  • Membro inferior: 100

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