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Cidades

Mais de mil pacientes à espera por um rim no Espírito Santo

Data reforça importância da doação de órgãos diante da alta demanda por transplantes renais no ES

Mais de mil pacientes à espera por um rim no Espírito Santo
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Francine Spinassé

Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua como repórter de A Tribuna desde 2008. Em 2011, passou a integrar a equipe responsável pelas reportagens especiais diárias do jornal, ao lado da jornalista Eliane Proscholdt.

Última atualização


No Dia Mundial do Rim – data dedicada à conscientização sobre a importância da saúde renal, comemorada quinta-feira (12) – um número reforça a importância da doação de órgãos: a fila de espera por um rim no Espírito Santo chega a 1.011 pacientes.

Segundo a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Maria Machado, o procedimento é indicado para pacientes em que os rins deixam de desempenhar sua função de filtrar o sangue.

“Nesse caso, o paciente precisa fazer diálise ou receber um transplante”. Ela frisou que, em geral, a entrada na lista ocorre após avaliação médica.

Apesar da demanda elevada, o número de cirurgias ainda é considerado pequeno diante da quantidade de pessoas que aguardam por um órgão. Em 2025, foram realizados 102 transplantes de rim no Espírito Santo, sendo 75 com doadores falecidos e 27 com doadores vivos. No ano anterior, 2024, foram 82 transplantes com doador falecido e 20 com doador vivo.

A recusa das famílias em autorizar a doação após a morte ainda é um dos principais obstáculos. “No ano passado, 51% das famílias abordadas recusaram a doação. Em números absolutos, se essas doações de 109 famílias fossem autorizadas, poderíamos ter cerca de 200 rins a mais disponíveis para transplante”, afirma.

Atualmente, três hospitais realizam transplantes no Espírito Santo: Hospital Meridional, em Cariacica, no Hospital Evangélico, em Vila Velha, e no Hospital das Clínicas, que retomou recentemente o serviço.

O nefrologista e coordenador da Nefrologia da Rede Meridional, Sérgio Gobbi, explica que o transplante é o tratamento que oferece melhores resultados para pacientes com doença renal avançada.

“O transplante não cura a doença renal, mas muda completamente a qualidade de vida do paciente. Ele deixa de depender da hemodiálise várias vezes por semana e passa a ter muito mais autonomia. Estudos mostram que há melhora tanto na qualidade quanto no tempo de vida”, afirma.

Números 

Transplantes de rim no Espírito Santo

Ano – Doador falecido – Doador vivo – Total

2025 – 75 – 27 – 102

2024 – 82 – 20 – 102

2023 – 59 – 30 – 89

2022 – 59 – 19 – 78

1.011 pacientes estão na fila de espera por rim no Espírito Santo.

44.722 aguardam no País.

51% das famílias que tiveram parentes falecidos recusaram a doar órgãos (109).


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