- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
CIDADES

Mulher atropelada por cavalo da PM no Galo da Madrugada aguarda cirurgia em Recife

Vítima de 53 anos sofreu fraturas nas duas pernas após animal se descontrolar durante desfile; família denuncia negligência no socorro inicial

Mulher atropelada por cavalo da PM no Galo da Madrugada aguarda cirurgia em Recife
- Cavalo desgovernado atropela três pessoas no Galo da Madrugada
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

Com informações de Marwyn Barbosa

Uma mulher de 53 anos, identificada como Maria José Bezerra, permanece internada e aguarda definição médica para realizar cirurgias após ser atropelada por um cavalo da Polícia Militar de Pernambuco. O acidente ocorreu no último sábado (14), durante o desfile do Galo da Madrugada, no centro do Recife. Imagens registradas por foliões mostram o momento em que o animal fica descontrolado, o policial cai e o cavalo atinge pelo menos três pessoas, incluindo uma mulher, um comerciante e um ciclista.

Maria José sofreu uma fratura no joelho esquerdo e outra na tíbia direita. Após ser inicialmente atendida no Hospital da Restauração (HR), ela foi transferida para outra unidade de saúde, onde aguarda o resultado de uma nova tomografia para determinar se passará por intervenção cirúrgica ou se as lesões serão tratadas apenas com imobilização. Segundo a filha da vítima, Micaela Bezerra da Silva, a paciente está estável, mas sente dores intensas e depende de fraldas por não conseguir se locomover.

Denúncia de omissão

A família relata dificuldades no atendimento logo após o incidente. De acordo com Micaela, os policiais presentes teriam resistido a prestar socorro imediato, alegando que a vítima estava bem e tentando forçá-la a levantar, apesar das dores.

“Eles não queriam socorrer, disseram que ela estava bem. Minha tia, que é técnica de enfermagem, exigiu o socorro. Só voltaram com a viatura após muita insistência e ainda foram desrespeitosos”, afirmou a filha.

Repercussão e medidas Jurídicas

O comando da Cavalaria da PM procurou a família após a repercussão das imagens, oferecendo suporte para o que fosse necessário. No entanto, o advogado da família, Guilherme Monteiro, destaca que o processo de recuperação caminha a “passos de tartaruga” devido ao feriado de Carnaval, que atrasou exames essenciais. Monteiro informou que, caso a cirurgia não ocorra imediatamente, buscará uma liminar na Justiça para obrigar o Estado a realizar o procedimento e, posteriormente, pedirá reparação por danos morais e materiais.

Este é o segundo caso envolvendo cavalos da PM em grandes eventos em Pernambuco apenas em 2026. Em janeiro, um animal atingiu um grupo de torcedoras do Santa Cruz na Arena de Pernambuco. O comandante da cavalaria teria justificado o incidente no Galo afirmando que o cavalo se assustou com o barulho de uma banda.

Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco informou que o cavalo apresentou uma “sensibilidade incomum” ao som de um grupo musical na Rua da Aurora, apesar do treinamento para grandes eventos. A corporação negou a falta de assistência, afirmando que duas pessoas receberam atendimento imediato por equipes do 16º Batalhão e do Regimento de Polícia Montada (RPMon), sendo levadas ao Hospital da Restauração. A PM declarou ainda que ressarciu os danos materiais de um comerciante no local e que mantém contato com a filha de Maria José para oferecer o suporte necessário.

Mais Lidas

Ver tudo ›