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Um novo viaduto a ser construído no bairro mais populoso de Vitória, Jardim Camburi, deve reduzir em até 70% o fluxo de veículos na região, muito impactada por longos engarrafamentos nos horários de pico.
O empresário e liderança do bairro Evandro Figueiredo explica que, no cruzamento da avenida Dante Michelini com a avenida Norte-Sul, existem seis semáforos, o que provoca lentidão no início da manhã e no final da tarde.
Muitos motoristas optam por utilizar as ruas Carlos Martins, Fortunato de Abreu Gagno e José Celso Cláudio para seguirem em direção à Serra, prejudicando o trânsito dentro de Jardim Camburi.
“Se pararmos para pensar, Vitória é uma ilha que é cortada pelas três principais cidades vizinhas: Vila Velha, Cariacica e Serra. O trânsito da capital é muito impactado pela região metropolitana como um todo. Por conta dos engarrafamentos, muitos motoristas, inclusive, dão voltas enormes para não ter que passar por Vitória”.
Ele conta que nos horários de pico, com o aumento da quantidade de veículos, o problema se agrava.
“Na parte da manhã, das 7 às 8h30, o problema é para quem está vindo da Serra. Já no final da tarde, das 17h30 às 19 horas, a situação fica complicada para quem está indo para a Serra”, disse ao lado dos moradores Caio Aurélio Oliveira, Leon Mombrine e Marcelo Domingos.
De acordo com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, o novo viaduto está em fase de elaboração do anteprojeto e a previsão é de que o lançamento do edital aconteça até o final de julho. Já a construção da obra deve ficar para o primeiro trimestre do ano que vem.
“Temos a certeza de que vamos facilitar o fluxo de veículos dentro de Jardim Camburi, dar mais fluidez ao trânsito e contribuir para o deslocamento dentro da capital. Todo o investimento vem de recursos próprios da prefeitura. A licitação será mais rápida e menos burocrática”, afirmou.
A previsão é que a estrutura conte com três ou quatro faixas. Já a duração da obra, considerada robusta, deve ser de um ano e meio a dois anos.
Sete em cada 10 veículos que trafegam no sentido de Jardim Camburi têm o município da Serra como destino final.
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Em 2013, um projeto desenvolvido pelo Núcleo de Transporte da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) identificou que, após a avenida Adalberto Simão Nader, sete em cada 10 veículos que trafegam no sentido de Jardim Camburi têm o município da Serra como destino final.
Segundo o empresário Evandro Figueiredo, que acompanhou o monitoramento da Ufes enquanto liderança do bairro, já houve tentativas de diminuir o problema dos engarrafamentos.
“O sistema binário mitigou alguns problemas, mas não os resolveu. No bairro, há ruas que são de mão-dupla, então, ainda há muitos motoristas que têm a Serra como destino e utilizam as vias de dentro de Jardim Camburi como opção”, explicou.
Ele lembra que essa é uma demanda antiga dos moradores. “A proposta foi apresentada à prefeitura em 2013. A solução desse problema por parte do poder público continua sendo importante, mesmo 10 anos depois”, disse.
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O viaduto
Será construído na interseção da avenida Dante Michelini com a avenida Norte-Sul, em Jardim Camburi.
O fluxo será contínuo, por meio de conversões diretas e sem semáforos. A estrutura deve contar com três ou quatro faixas.
O acesso pela passagem inferior será destinado aos motoristas que quiserem acessar a Dante Michelini e a Norte-Sul, em ambos os sentidos.
Já o acesso pela passagem superior será destinado para quem vem da orla de Camburi em direção à Norte-Sul
Prazos
O anteprojeto será finalizado até o fim de março. A publicação do edital para contratação da empresa responsável pela obra será publicado até o fim de julho.
A obra deve ser iniciada no 1º trimestre de 2024. A duração da obra deve ser de um ano e meio a dois anos.
Outros pontos
Outros dois pontos também devem receber intervenções para melhoria do fluxo no trânsito.
Os cruzamentos da Reta da Penha com a avenida Rio Branco e da avenida Fernando Ferrari com avenida Adalberto Simão Nader.
Estudos
Sete em cada dez veículos que trafegam no sentido de Jardim Camburi têm o município da Serra como destino final. Com o viaduto, a expectativa é reduzir de 50% a 70% o tráfego de veículos dentro do bairro.
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