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Pernambuco abre 43 novos leitos de Srag após registrar 504 casos em 2026

SES-PE antecipa plano de contingência para proteger crianças antes do pico de vírus respiratórios

Pernambuco abre 43 novos leitos de Srag após registrar 504 casos em 2026
- Leito de Jaobatão Prazeres
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) em Pernambuco acendeu o alerta na Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Até o último dia 28 de fevereiro, o Estado já contabilizou 504 casos da doença.

O dado mais preocupante revela o perfil das vítimas: quase metade dos registros (248 casos) ocorreu em bebês de 0 a 2 anos. Para enfrentar a subida da curva, 43 novos leitos foram abertos em unidades da Região Metropolitana e do Interior.

Reforço na rede hospitalar

Dos novos leitos, 33 são de enfermaria e 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. A estratégia foca no período de sazonalidade — entre março e agosto — quando os vírus respiratórios circulam com mais força. Na rede própria, os hospitais Barão de Lucena, Jaboatão Prazeres e Geral de Areias, no Recife, receberam o reforço. No Agreste, o Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, também ampliou a capacidade.

O secretário-executivo de Gestão Estratégica, Anderson Oliveira, explicou que a ideia é não esperar o pior momento para agir:

“Pernambuco está atuando de forma antecipada para enfrentar o período dos vírus respiratórios, que aumenta entre março e agosto. Já colocamos em funcionamento 33 leitos de enfermaria e 10 de UTI e seguimos monitorando as taxas de ocupação. Nosso compromisso é ampliar a capacidade de resposta da rede estadual e proteger especialmente as nossas crianças”, afirmou Oliveira.

Parcerias no interior

A rede complementar também foi acionada para descentralizar o atendimento. Em Palmares, na Zona da Mata Sul, o Hospital Vale do Una agora conta com 10 leitos de UTI para crianças. Já em Vitória de Santo Antão, o Centro Hospitalar Santa Maria disponibilizou 9 leitos de enfermaria. O objetivo é evitar que famílias precisem se deslocar longas distâncias em busca de socorro especializado.

Vacinação de gestantes como barreira

Além da estrutura física, o Estado aposta na imunização. Desde dezembro, 25.836 gestantes foram vacinadas contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o principal vilão da bronquiolite e pneumonia em recém-nascidos. A dose única, aplicada a partir da 28ª semana de gravidez, transfere anticorpos da mãe para o bebê, garantindo proteção nos primeiros seis meses de vida, quando o sistema imunológico da criança ainda é frágil.

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