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Cidades

Pinguins resgatados no ES serão soltos e monitorados por satélite

Fixados no dorso dos pinguins, o equipamento fica na pele do animal colado por uma cola à prova d'água

Pinguins resgatados no ES serão soltos e monitorados por satélite
- Transmissor se solta naturalmente na água ou na troca de penas do animal
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Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

Última atualização


Sete pinguins resgatados após encalhes em praias no Espírito Santo serão reintegrados à natureza nesta semana. De acordo com o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), os animais, da raça pinguins-de-Magalhães, receberam dispositivos de monitoramento e poderão ser acompanhados por satélite por especialistas. 

Fixados no dorso dos pinguins, o equipamento fica na pele do animal colado por uma cola à prova d’água, que se solta naturalmente, ou durante a troca de penas do animal. 

Veja:

Segundo Luís Mayorga, médico veterinário e diretor-presidente do Ipram, o transmissor é fixado nas penas dos animais sem causar dor ou desconforto. “O dispositivo sequer toca a pele dos pinguins. Ele permite que os pesquisadores acompanhem os deslocamentos em mar aberto e entendam melhor os padrões de dispersão da espécie em águas brasileiras”, explica.

Além do transmissor, os animais receberam nanochips de monitoramento, que permite que a Rede Brasileira de Atendimento a Encalhes e Informação de Pinguins (Repin), do ICMBio/Cemave, monitore os pinguins e identifique rapidamente os animais em casos de novos encalhes. 

Os pinguins-de-Magalhães são visitantes sazonais do litoral brasileiro e, durante a migração, podem encalhar com frequência. A reabilitação e o monitoramento científico ajudam na recuperação dos animais e contribuem para pesquisas sobre comportamento e impactos ambientais enfrentados pela espécie.

A população também pode colaborar. Quem encontrar um animal marinho encalhado, vivo ou morto, no Espírito Santo deve acionar o Programa de Monitoramento de Praias (PMP) pelo telefone 0800 991 4800.



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