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Cidades

Polícia investiga morte de 12 gatos em condomínio de Vila Velha

Moradores de prédios em Coqueiral de Itaparica denunciam que animais comunitários foram encontrados sem vida ao longo da semana

Polícia investiga morte de 12 gatos em condomínio de Vila Velha
- viatura da polícia civil: Equipes da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (Depma) estiveram no condomínio para dar início às investigações
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Nicolas Nunes

Nicolas Nunes é formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Com passagem pelo jornal australiano The Courier Mail, e participação na Jornada Galápagos de Jornalismo, atua como repórter do jornal A Tribuna e do Tribuna Online.

Última atualização


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A Polícia Civil investiga a morte de gatos comunitários em dois condomínios de Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha. Moradores afirmam que 12 animais morreram e suspeitam que foram envenenados.

Os dois últimos casos foram registrados nesta semana. Na segunda-feira (3), uma gata foi encontrada morta. Já na quinta-feira (6), outro animal apareceu sem vida em circunstâncias semelhantes.

“Eram animais conhecidos, todos cuidavam deles. Colocávamos ração, água, além de castrá-los e vaciná-los com o próprio dinheiro. Eram muito bem cuidados. Estamos arrasados com a morte de tantos bichinhos”, afirmou uma moradora sob a condição de anonimato.

Ela disse que os animais nunca causaram transtornos e que já registrou Boletim de Ocorrência. “Tem morador que vive aqui há 20 anos e sempre cuidou dos gatinhos”.

A moradora disse já ter encontrado veneno nas áreas comuns de um dos condomínios: “Já encontramos chumbinho dentro da água dos gatos e veneno de rato, que é azul, exposto onde as crianças brincam”.

Equipes da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (Depma) estiveram no condomínio. Um dos gatos encontrados mortos foi recolhido e encaminhado para perícia, que vai apontar a causa da morte.

“Os exames vão constatar a causa da morte e detectar a presença, ou não, de veneno no organismo do gato. Já pedimos imagens de videomonitoramento do local onde o animal foi encontrado morto”, disse o delegado Marcelo Nolasco.

Caso a perícia confirme o envenenamento e o responsável seja identificado, ele poderá responder pelo crime de maus-tratos, previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. A pena varia de dois a cinco anos de reclusão. Se a morte decorrer dos maus-tratos, a punição pode ser aumentada em até um terço, chegando a seis anos.



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