- Pernambuco, PE 28°C

Pernambuco 28°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
DADOS ALARMANTES

Recife registra índice de assédio contra mulheres acima da média nacional

Pesquisa revela que 77% das recifenses já sofreram algum tipo de violência

Recife registra índice de assédio contra mulheres acima da média nacional
-
Foto de perfil de Rafael Araujo

Rafael Araujo

Rafael Araújo é formado em jornalismo pela Uninassau Recife. Atua como repórter e colunista de esportes no portal Tribuna Online. É também produtor do Jogo Aberto Pernambuco da Tv Tribuna PE / Band.

Última atualização


true

Uma pesquisa realizada pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), em parceria com o Instituto Cidades Sustentáveis, aponta que 77% das mulheres do Recife afirmam ter sofrido assédio em ao menos um dos ambientes analisados. O índice na capital pernambucana supera a média nacional (74%) entre as dez capitais brasileiras estudadas, empatando com o Rio de Janeiro e ficando atrás apenas de Porto Alegre (79%). O levantamento “Viver nas Cidades: Mulheres” destaca que o problema é generalizado, mas atinge Recife com intensidade superior a cidades como Fortaleza e Belo Horizonte, onde o percentual é de 68%, por exemplo.

Insegurança em espaços públicos e transportes

Os dados detalham que os locais de maior risco para as mulheres são os espaços públicos (56%) e o transporte público (51%), seguidos pelo ambiente de trabalho (38%) e bares (33%). No Recife, a margem de erro da pesquisa é de seis pontos percentuais, reforçando que a violência e o assédio permanecem como obstáculos críticos no cotidiano urbano. O estudo indica ainda que mulheres jovens, entre 16 e 24 anos, formam o grupo mais vulnerável a abordagens indesejadas em ruas, praças e parques.

Demandas por punição e proteção

Diante do cenário de insegurança, 54% das entrevistadas defendem o aumento das penas para agressores como a principal medida de combate à violência. Além do rigor jurídico, a pesquisa aponta a necessidade urgente de ampliar os serviços de proteção às vítimas (49%) e agilizar as investigações de denúncias (40%). Os dados também reforçam a necessidade urgente de políticas públicas eficazes para garantir o direito das mulheres de circular e conviver com segurança nas grandes cidades.


Confira a pesquisa na íntegra clicando aqui

Mais Lidas

Ver tudo ›