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Regional

Banhistas relatam mordidas e temem presença de piranhas em lagoa de Linhares

Prefeitura alertou os banhistas para evitarem águas calmas e turvas

Banhistas relatam mordidas e temem presença de piranhas em lagoa de Linhares
- Mulher foi mordida no pé na Lagoa Nova, em Linhares
Foto de perfil de Ana Carolina Carnelli

Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

Última atualização


Banhistas que estiveram na Lagoa Nova, em Linhares, Norte do Estado, no último final de semana, ficaram assustados ao sentirem mordidas nos pés enquanto nadavam. Gi Nascimento relatou em entrevista à TV Tribuna/Band, que esteve na lagoa no dia 31 de dezembro, quando, minutos depois de entrar na água, sentiu algo mordendo o seu pé. “Quando fui olhar, meu pé estava sangrando muito”, disse. 

Segundo a mulher, que está grávida de oito meses, a mordida foi forte e causou um corte em um dos dedos do pé dela. “Rapidamente saí da água e comecei a pressionar a área para estancar o sangue. Avisei ao salva vidas que estava no local, mas ele somente me ofereceu álcool para limpar a ferida”, disse.

Além dela, outro homem ficou ferido minutos depois por mordidas dos animais. A suspeita dos banhistas é que os ataques possam ser de piranhas. “O salva vidas não notificou ninguém sobre os ataques, tinham crianças no local, e acredito que ele não quis alarmar os banhistas”, afirmou. 

Em nota, a prefeitura de Linhares afirmou que uma visita técnica foi realizada na Lagoa Nova nesta terça-feira (6). 

“Durante a vistoria, foi possível observar a existência de raias de delimitação, que devem ser respeitadas pelos frequentadores.

Importante acrescentar que durante a piracema, período de reprodução dos peixes, as espécies tornam-se mais agressivas para proteger seus ninhos, principalmente em áreas com aguapés, onde se reproduzem. Tanto machos quanto fêmeas mordem intrusos como forma de defesa”, diz a nota. 

A secretaria municipal de Meio Ambiente reforçou ainda que a área da lagoa é particular, cabendo ao proprietário definir sobre seu funcionamento.

A secretaria alertou os banhistas para evitarem águas calmas e turvas, especialmente em áreas com vegetação nas margens das lagoas, locais preferidos para a reprodução da espécie.




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