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Regional

Destruição em cartão-postal: vídeo mostra falésias após desabamento em Marataízes

Defesa Civil irá solicitar estudos técnicos para identificar as causas dos desmoronamentos e avaliar os riscos de novos incidentes

Destruição em cartão-postal: vídeo mostra falésias após desabamento em Marataízes
- Falésias na Praia dos Cações, em Marataízes: interdição
Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

Última atualização



Mais de 360 metros da Praia dos Cações, em Marataízes, foram interditados após o desabamento de parte das falésias. A Defesa Civil Municipal informou que este foi o segundo deslizamento registrado em 2025 na região.

O primeiro ocorreu há cerca de um mês e o mais recente foi registrado na manhã da última segunda-feira. O órgão anunciou que solicitará estudos técnicos para identificar as causas dos desmoronamentos e avaliar os riscos de novos incidentes. Veja vídeo:



O diretor da Defesa Civil de Marataízes, Jonas Toledo, destacou a importância da interdição. “A interdição é necessária para preservar vidas. Vamos buscar apoio técnico para entender o que está provocando e saber se há riscos de novos deslizamentos”.

Ele também comentou sobre a segurança da população e o monitoramento do local: “Nossas equipes acompanham o local diariamente. Ainda não há previsão para liberação da área.”

Em nota enviada à reportagem, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) informou que uma equipe fará avaliação técnica do desabamento das falésias.

Segundo o órgão, o desmoronamento ocorre naturalmente devido à ação de processos erosivos, como o impacto contínuo das ondas e a exposição à chuva e ao sol no topo das formações. O instituto ressaltou que a segurança do local é de responsabilidade da Defesa Civil Municipal.

Além de Marataízes, outras cidades do Sul do Estado enfrentam problemas de erosão, afetando motoristas, ciclistas, moradores e comerciantes que dependem do turismo.

Um exemplo é a região de Mãe-Bá, em Anchieta, onde a rodovia ES-060 e a ciclovia foram parcialmente afetadas em 2018, na localidade de Porto Grande, entre Anchieta e Guarapari, devido ao impacto direto das ondas sobre as paredes de rochas.

A erosão em Anchieta é um problema antigo que atinge diversas praias, especialmente a Ponta dos Castelhanos, onde já causou destruição da orla, interdição de vias e exigiu a construção de muros de contenção.

Em 2018, o município decretou estado de emergência, e convênios foram firmados entre o governo do Estado e a prefeitura para a realização de obras de recuperação da orla de Castelhanos.

FIQUE POR DENTRO

Marataízes

Mais de 360 metros da Praia dos Cações foram interditados após desabamento de falésias.

O segundo deslizamento de grande porte foi registrado em 2025; o primeiro ocorreu há cerca de um mês.

A Defesa Civil monitora diariamente; ninguém se feriu e não há previsão de liberação.

O Iema fará uma avaliação técnica para identificar causas do desmoronamento.

Anchieta

As Regiões de Mãe-Bá e Porto Grande foram afetadas. A rodovia ES-060 e a ciclovia foram parcialmente danificadas em 2018.

O problema é antigo, especialmente em Ponta dos Castelhanos, com destruição da orla e interdição de vias.

Obras de contenção, como muros, foram necessárias para recuperação.

Causas da erosão

Ação natural de processos erosivos.

Impacto contínuo das ondas.

Exposição à chuva e ao sol sobre as falésias e rochas.

Fonte: Pesquisa AT e Iema.



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