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Escrivã de polícia vira fisiculturista e disputa até Mundial

Núbia Bazeth Silva, de 50 anos, representou o Espírito Santo no campeonato Mr. Universe Brasil, realizado em São Paulo

Escrivã de polícia vira fisiculturista e disputa até Mundial
- A fisiculturista Núbia Bazeth Silva
Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

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Escrivã na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Cachoeiro de Itapemirim, na região Sul do Estado, Núbia Bazeth Silva é mãe de dois filhos e resolveu se dedicar ao fisiculturismo após os 40 anos.

Hoje, aos 50, ela representou o Espírito Santo no campeonato mundial Mr. Universe Brasil, realizado em São Paulo.

Núbia diz que a prática do esporte, a princípio, nunca foi um sonho, mas que sempre gostou do fisiculturismo. “Admirava as atletas, admirava o estilo de vida, entretanto, ainda não tinha capacidade de ter a disciplina exigida”.

Ela contou que conheceu o fisiculturismo aos 24 anos, por meio do professor Mauro Maleque, que apresentou o esporte a ela, momento em que se apaixonou pela atividade. No entanto, só passou a se dedicar ao esporte mais de 20 anos depois.

“O fisiculturismo exige tempo integral do atleta, pois não se trata apenas de treino, tem a dieta e o descanso, que também fazem parte e influenciam o resultado”.

Segundo Núbia, apenas agora, depois de anos, se reencontrou com o esporte, desta vez com maturidade que a permitiu concretizar seu sonho antigo de subir ao palco pelo menos uma vez.

Núbia revelou também o que a impulsionou a se dedicar ao fisiculturismo após os 40 anos. “O meu impulso foi a paixão pelo esporte. Sempre me encantei com os corpos musculosos e condicionados, com a perfeição do corpo humano e como ele pode ser esculpido. Eu queria aquele corpo em mim”, ressaltou.

Núbia Bazeth Silva escrivã e fisiculturista:

“Hoje eu sou uma máquina de guerra”

A Tribuna – Em algum momento a rotina pesou e você pensou em desistir?

Núbia Bazeth Silva – Nunca passou pela minha cabeça desistir por causa da rotina, pelo contrário, eu aguento a rotina pesada porque praticar o esporte me dá disposição e vida.

Qual lição essa nova fase de sua vida te ensinou?

Hoje vejo que nada é impossível, basta você querer. Quem quer, faz, não dá desculpas. Recomendo que se estabeleça objetivos claros. A partir daí fica mais fácil traçar as estratégias para alcançá-los, e com certeza a disciplina é a mais importante delas. Isso se aplica em qualquer área da vida.

Que conselho daria às mulheres?

Se você está feliz, ótimo. Mas se você se olha no espelho e não está satisfeita, não fica achando desculpas e justificativas, você é mais capaz e mais forte do que imagina. Esse esporte me ensinou isso. Hoje eu sou uma máquina de guerra. Respeito meus limites, me permito cair, fraquejar, errar, descansar, me permito até mudar o objetivo, só não me permito parar e desistir.

Algum fato te marcou na sua vida de fisiculturista?

Ser a primeira Wellness Master acima de 45 anos do Estado, fazer dupla com meu marido no primeiro campeonato de Fit Pears do Brasil, e meu primeiro campeonato, onde subi depois de um ano e meio que decidi ser atleta e fiquei entre as cinco melhores do País.

O que o trabalho na Delegacia da Mulher te ensinou?

A ser mais tolerante, paciente e a entender que uma história nunca tem um lado só.

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