Os militares do Corpo de Bombeiros trabalham há mais de dois dias no combate ao incêndio na fábrica da Cacau Show, no bairro Canivete, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. O fogo continua controlado e são observados alguns focos residuais. Os bombeiros informam que, neste momento, o principal risco é de desabamento de estruturas por conta dos danos causados pelas chamas.
De acordo com a corporação, foram utilizados cerca de 850 mil litros de água desde às 4h50, de terça-feira (07), quando o incêndio começou, até as 6h30, da manhã desta quinta-feira (09).
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Durante a noite de quarta-feira (08) e madrugada desta quinta (09), as equipes continuaram com monitoramento e combate dos focos residuais em duas frentes, percebendo uma redução considerável nos focos de incêndio.
É observado que os focos residuais são de queima lenta, o que significa que ainda há emissão de fumaça e é possível observar pequenas chamas, mas que não representam risco de expansão. “Neste momento, os principais riscos são de desabamento ou desprendimento de estruturas, o que é comum considerando os danos causados pelo fogo”, disse a corporação.
O Corpo de Bombeiros informa que o Sistema de Comando em Operações (SCO) instalado no primeiro dia continua ativo, para coordenar e gerenciar as ações de resposta de forma integrada.
Com o incêndio sob controle, o efetivo de militares empenhado, assim como o de brigadistas, está sendo reduzido gradualmente, considerando que a fase de combate se aproxima de sua finalização.
“A equipe do Departamento de Investigação, Pesquisa e Prevenção de Incêndios, responsável pela perícia do local, permanece coletando informações e aguardando a conclusão do combate e rescaldo para entrar na edificação”, informa a nota do Corpo de Bombeiros.
A corporação realizou uma reunião com representantes da empresa alinhando novas ações de trabalho para hoje e fará uma avaliação da estrutura da edificação, juntamente com a equipe de engenharia da empresa, para, então dar início à fase de rescaldo, que consiste no resfriamento total do ambiente para evitar a reignição.
A avaliação também servirá para definir se será liberado o acesso de funcionários para a remoção de equipamentos e materiais do interior da fábrica.