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Regional

Trabalhadores da limpeza pública entram em greve em Cachoeiro

Prefeitura se manifestou sobre a paralisação e afirmou que o movimento é ilegal

Trabalhadores da limpeza pública entram em greve em Cachoeiro
- Paralisação foi confirmada pelo Sindilimpe | ES
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Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

Última atualização



Trabalhadores que atuam na concessionária responsável pela coleta de lixo residencial e demais serviços públicos relacionados à limpeza urbana entraram em greve nesta segunda-feira (21), em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado.

A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Pública e Serviços Similares do Estado do Espírito Santo (Sindilimpe | ES). De acordo com a instituição, a paralisação se dá em resposta ao comunicado emitido pela empresa Corpus Saneamento e Obras Ltda de desmobilização de parte do Contrato Público nº 194/2019, com a exoneração de 57 trabalhadores.

“A suspensão das atividades acontecerá até que haja uma resolução satisfatória, que contemple a reintegração dos trabalhadores afetados, cancelamento imediato dos avisos prévios concedidos e o fim das práticas abusivas mencionadas. O sindicato se mantém à disposição para dialogar, mas frisa que não aceitará qualquer medida que prejudique os trabalhadores”, disse, em nota, a presidente do Sindilimpe, Evani dos Santos Reis.

A administração do município se manifestou sobre a greve, afirmando que o movimento sindical é ilegal.

“A Prefeitura de Cachoeiro informa que os serviços de limpeza pública são prestados por empresa terceirizada, escolhida após regular processo de licitação. Os serviços são prestados e a quantidade de equipes efetivamente trabalhando são definidas considerando a sazonalidade do trabalho e da demanda, podendo ter mais ou menos mão-de-obra a partir de certos períodos do ano e levando em consideração a capacidade orçamentária e financeira do Município. Os pagamentos do Município para com a empresa estão rigorosamente em dia. Para não deixar a população sem os serviços, a prefeitura irá propor ainda hoje ação judicial apontando a ilegalidade do movimento sindical e solicitando a retomada imediata dos serviços”.



O outro lado

Em nota, a Corpus informou que “busca sempre atender os municípios em que atua com qualidade e eficiência, garantindo a dignidade humana e o acesso básico a serviços essenciais”.

“Após, entretanto, receber Ordem de Serviço de Desmobilização da sua contratante, a Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, determinando grande redução dos serviços de limpeza e conservação realizados no município, a empresa não teve alternativa que não fosse também reduzir o quadro de colaboradores. A Corpus ainda esclarece que continua as tratativas com as partes interessadas, a fim de sanar o impasse e restabelecer o serviço o mais breve possível.”, completa a nota.

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