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Cidades

Rodoviários anunciam greve a partir de terça-feira

Protestos e passeatas de um terminal a outro não estão descartados até o início da greve dos motoristas do Sistema Transcol

Rodoviários anunciam greve a partir de terça-feira
- Ônibus do Sistema Transcol: motoristas pedem reajuste de 10% no salário e também redução da jornada
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Nicolas Nunes

Nicolas Nunes é formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Com passagem pelo jornal australiano The Courier Mail, e participação na Jornada Galápagos de Jornalismo, atua como repórter do jornal A Tribuna e do Tribuna Online.

Última atualização


Uma paralisação das atividades de motoristas de ônibus do Sistema Transcol foi anunciada para as primeiras horas da próxima terça-feira (9).

A greve foi comunicada pelo Sindicato dos Rodoviários do Estado do Espírito Santo (Sindirodoviários-ES) na última quinta-feira (4), após assembleia com trabalhadores da categoria realizada no Campo do Caxias, em Itararé, Vitória.

A decisão foi tomada por unanimidade. Protestos e passeatas de um terminal rodoviário da Grande Vitória a outro não estão descartados até o início da greve, afirma Marquinhos Jiló, presidente do Sindirodoviários-ES.

“O negócio é resolver essa situação. Não é nossa intenção fazer essa paralisação, mas, infelizmente, precisamos olhar para as necessidades da nossa categoria. Estamos com falta de motoristas, ninguém quer mais trabalhar no Sistema Transcol”, disse.

O sindicato afirma que desde setembro tenta negociação para reajuste salarial com a classe patronal que, segundo a categoria, “limitou-se a oferecer apenas a correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), com reajuste de 4,49%, e manutenção das demais cláusulas”.

“A classe patronal não deu justificativa para a resposta. Queremos reajuste de 10% do salário, que hoje gira em torno de R$ 2.326, aumento no tíquete-alimentação, de mais ou menos R$ 1.200, e redução na carga horária para seis horas diárias”, explicou o presidente do Sindirodoviários-ES.

A categoria destaca, dentre os motivos para exigir as demandas apresentadas, jornadas de trabalho exaustivas, exposição à violência dentro dos veículos e no trânsito e pressão constante devido à insatisfação dos usuários com o sistema.

“Nós pensamos no lado dos usuários do Transcol, sabemos como eles sofrem com paralisações. Mas se continuar do jeito que está, teremos ônibus parados nas garagens por falta de motoristas”, observou Marquinhos Jiló.

Em nota, o GVBus, sindicato que representa as empresas privadas que operam a frota de ônibus do Sistema Transcol, informou que ainda não havia sido notificado da decisão do Sindirodoviários-ES.

Entenda 

Demandas do sindicato

10% de reajuste salarial, que hoje gira em torno de R$ 2.326.

Aumento no tíquete-alimentação, que está no valor médio de R$ 1.200.

Redução na carga horária para 6 horas diárias.

Justificativas

Jornadas de trabalho exaustivas.

Exposição à violência dentro dos veículos e no trânsito.

Pressão constante devido à insatisfação dos usuários com um sistema deficitário.

Sobrecarga de trabalho e falta de apoio durante a jornada.

4,49% de reajuste salarial, proposta feita pelo GVBus aos trabalhadores, não foi aceito pela categoria.

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