A procura por procedimentos estéticos está cada vez mais frequente no País. Isso é o que aponta a Sociedade Brasileira de Dermatologia. No entanto, visando um resultado mais natural, os pacientes estão buscando intervenções cada vez mais pontuais, para que as feições do rosto fiquem mais orgânicas.
O movimento da naturalização facial surge como uma oposição à já famosa harmonização facial. A naturalização é uma nova técnica que busca apresentar resultados mais leves e possui menor quantidade de produtos nas aplicações.
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De acordo com a dermatologista Karina Mazzini, a grande bandeira da naturalização facial é a valorização da beleza de cada um.
“Combinando o uso de tecnologias como laser e menor quantidade de substâncias injetáveis, conseguimos resultados surpreendentes. Cada paciente precisa de um protocolo de tratamento para o rosto”, explicou.
Já segundo a dermatologista Maria Oliete, o objetivo de quem tem procurado esse tipo de tratamento é envelhecer bem.
“Queremos valorizar e manter o contorno e o formato do rosto. Com a harmonização, muitas substâncias são injetadas no rosto do paciente, o que acaba mudando totalmente as feições”, explicou.
As duas dermatologistas, que participaram de um curso sobre naturalização facial em São Paulo, explicaram que qualquer um pode fazer o procedimento.
“Antes mesmo dos 30 anos, alguns pacientes já estão fazendo procedimentos mais naturais, como uma forma de prevenção. O interessante do novo método é que ele não é invasivo”, disse Oliete.
Excesso
A busca constante pelos padrões de beleza pode acabar gerando excessos da parte de alguns pacientes. A disseminação desses padrões tem acontecido com mais frequência nas redes sociais.
De acordo com a psicóloga Marina Miranda, é preciso ter atenção a esses veículos, que podem influenciar para que pacientes cometam exageros em procedimentos estéticos.
“O autocuidado é fundamental para uma relação saudável consigo próprio, e esse autocuidado tende a envolver inúmeras e variadas atividades que tragam bem-estar”, explicou a profissional.
Ainda segundo Marina, há uma ideia fortalecida socialmente de que é necessário cumprir um padrão físico para ser bem aceito.
“Isso costuma ser perigoso e acaba excluindo muitas pessoas, reforçando estereótipos e preconceitos”, ressaltou.
Fique por dentro
Principais diferenças
Naturalização facial
Método contra exageros nos procedimentos estéticos. Mistura tecnologia (uso de laser, ultrassom microfocado e radiofrequência) com produtos injetáveis, como ácido hialurônico. Porém, a nova técnica defende que cada paciente precisa do tratamento de acordo com o próprio rosto, e que os procedimentos devem ser feitos de forma gradativa, de acordo com a necessidade. Geralmente são injetadas substâncias duas ou três vezes por procedimento. A naturalização deve ser feita uma vez ao ano.
Harmonização facial
Método que utiliza maior quantidade de substâncias injetáveis para procedimentos de preenchimentos. Essa espécie de procedimento é padrão e não diferencia as feições de cada paciente.
Quem pode fazer naturalização facial?
O procedimento pode ser feito em qualquer pessoa saudável e não possui idade indicada.
não é indicada em caso de pacientes gestantes, com doença grave ou que usam marca-passos cardíacos.
Manchas e marcas no rosto devem ser avaliadas pelo dermatologista antes do procedimento.
Fonte: Dermatologistas consultadas.