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Cidades

Satélites vão rastrear baleias no litoral do Espírito Santo

Pesquisa inédita vai acompanhar em tempo real deslocamentos dos animais na faixa entre Serra, Vitória, Vila Velha e Guarapari

Satélites vão rastrear baleias no litoral do Espírito Santo
- Baleia vai receber um transmissor na região dorsal, que enviará as informações sobre seus deslocamentos
Foto de perfil de Pedro Henrique Oliveira

Pedro Henrique Oliveira

Pedro Henrique Oliveira é jornalista formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (UNIFACHA), no Rio de Janeiro, e pós-graduando em Comunicação Corporativa. Com experiência em cobertura local, acompanha o cotidiano de Guarapari, Anchieta e Piúma, produzindo matérias sobre política, economia, turismo e cultura.

Última atualização


Dez baleias-jubarte receberão transmissores de satélite durante a próxima temporada de reprodução no litoral do Espírito Santo.

A pesquisa inédita vai acompanhar, em tempo real, os deslocamentos dos animais para identificar as áreas de maior concentração e possíveis pontos de conflito com as rotas de grandes embarcações que circulam pela região.

O trabalho será realizado pelo Instituto O Canal, por meio dos projetos Amigos da Jubarte/Jubarte.Lab, e é uma extensão de pesquisas desenvolvidas há cerca de 10 anos.

O monitoramento abrange a faixa entre Serra, Vitória, Vila Velha e Guarapari, avançando por cerca de 43 quilômetros da costa.

Segundo Thiago Ferrari, diretor do Instituto O Canal, a pesquisa busca reunir dados mais detalhados sobre o risco de colisões com embarcações.

“É uma extensão dessa pesquisa. Vamos incorporar mais uma metodologia, que é a marcação satelital, para refinar as informações e os dados que já levantamos nos últimos anos”, explicou.

Os equipamentos, que são importados, ainda estão em fase de aquisição e serão instalados por uma equipe especializada. A marcação será feita com uma balestra, que lançará um dardo para fixar o transmissor na região dorsal da baleia.

O método é considerado pouco invasivo e permite acompanhar os animais durante meses, fornecendo informações sobre seus deslocamentos e o uso da área.

Os dados poderão indicar, por exemplo, se as baleias evitam determinadas regiões devido ao tráfego de embarcações e quais áreas são mais utilizadas durante o período reprodutivo. A expectativa é também identificar os locais onde mães e filhotes permanecem por mais tempo.

O litoral capixaba funciona como área de reprodução e criação de filhotes da espécie. Segundo o pesquisador, cerca de 30 mil jubartes migram para a região durante a temporada. “É o momento mais sensível da vida desses animais”, afirmou.

Além do rastreamento, o projeto já utiliza monitoramento por drones, observação visual e monitoramento acústico passivo, com hidrofones para registrar as vocalizações das baleias.

A partir dos novos dados, os pesquisadores pretendem mapear as regiões de maior risco e subsidiar medidas para reduzir as colisões, que podem incluir redução da velocidade e alterações nas rotas de navios.

Saiba Mais 

Pesquisa

  • Dez baleias-jubarte serão equipadas com transmissores de satélite para monitorar seus deslocamentos durante a temporada de reprodução no litoral capixaba no ano que vem.
  • A pesquisa será realizada pelo Instituto O Canal, por meio dos projetos Amigos da Jubarte/Jubarte.Lab, como extensão de trabalhos desenvolvidos há cerca de 10 anos na região.
  • O monitoramento abrangerá o litoral entre Serra, Vitória, Vila Velha e Guarapari, avançando cerca de 43 quilômetros mar adentro.
  • O objetivo é identificar áreas de maior concentração das baleias e possíveis conflitos com as rotas de grandes embarcações, reduzindo o risco de colisões.
  • Os transmissores poderão fornecer informações sobre os deslocamentos das baleias, áreas de permanência e possível alteração de comportamento em regiões com intenso tráfego marítimo.
  • A pesquisa poderá subsidiar medidas de atenuação, como redução da velocidade ou alteração de rotas de navios em regiões de maior risco.
  • Cerca de 30 mil baleias-jubartes migram para a região durante a temporada reprodutiva, segundo o pesquisador Thiago Ferrari.



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