A Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) abriu, nesta quarta-feira (8), uma auditoria para investigar as condições do parto do bebê Auderico Vieira dos Santos, que nasceu com quase 7kg em Colatina, no dia 9 de agosto. De acordo com a mãe do bebê, Ariane Borges, ela teve que levar 51 pontos no útero devido a lacerações graves causadas pelo parto normal no qual foi submetida.
O parto, realizado no Hospital Maternidade São José, em Colatina, aconteceu em conflito com as recomendações médicas, que indicavam que Ariane deveria ser submetida à uma cesárea, devido ao tamanho considerável do bebê.
De acordo com a Sesa, “assim que tomou conhecimento do fato e, considerando a gravidade das lesões da mãe, Ariane Borges, e da criança, a Sesa determinou uma apuração imediata e minuciosa do caso, que deve estar concluída em até 60 dias”.
O caso
O bebê Alderico também sofreu uma lesão durante o parto e precisou passar 10 dias na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e atualmente realiza fisioterapia em casa. Ariane descreve o parto como “forçado e traumático” e atribui suas sequelas à recusa da cesárea. “Eu pedi a cesárea, mas a equipe decidiu pelo parto normal. Foi muito doloroso para mim e para o bebê”.
“Foram 21 horas de trabalho de parto. O bebê nasceu sem respirar e precisou ser entubado. Além disso, sofreu uma lesão no braço, e ainda estou sentindo dores quase dois meses depois”, relatou.
O Hospital Maternidade São José afirmou, em nota, que a decisão pelo parto normal foi tomada com base em avaliação criteriosa da equipe médica, visando a segurança de mãe e filho. A instituição informa que realiza mais de 300 partos por mês com atendimento humanizado.
A família ainda avalia se vai tomar alguma medida judicial contra o hospital. Ariane e o marido, Alderico de Jesus Santos, de 57 anos, têm nove filhos. A família se mudou recentemente de Vitória para Água Doce do Norte em busca de trabalho na colheita de café, mas o marido ainda não conseguiu emprego.
Pedido de ajuda
Ariane afirma. “Estamos passando por muitas dificuldades. Precisamos de fraldas, roupas, fórmula e um carrinho para carregar o bebê sem sentir dor.”
A família busca apoio financeiro ou doações de itens de enxoval. Interessados podem entrar em contato pelo telefone (27) 99988-0938 ou transferir via Pix para o CPF 116.202.847-58, em nome de Ariane Borges Vieira.