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As páginas que circulam por mundos distantes e relatam histórias vividas por gente que poderia ter existido levaram a professora Sarah Summers, de 28 anos, a alcançar uma marca histórica como escritora: são mais de 1 milhão de páginas lidas em uma plataforma de vendas na internet.
Os livros da série “Nobres de Andaluzia”, que é um romance de época e se passa na Espanha do século XIX, ganharam tantos fãs que a noite de autógrafos no espaço cultural Tzion, em Guarapari, ficou lotada na última semana.
“Escrevo desde a adolescência, mas passei a publicar os livros em 2018 na plataforma Amazon, e publico de forma independente. Nunca imaginei uma noite de autógrafos, recebi todo o incentivo da família”, conta a professora.
Leitores de Guarapari, Vitória e Vila Velha compareceram à noite de autógrafos para receber a dedicatória da escritora nos últimos três livros lançados.
“Essa é uma trilogia que conta a história de três mulheres na Espanha do século XIX, vivendo os encontros e desencontros com seus amores que essa época propõe. E superando os desafios de ser mulher em uma época tão difícil. O primeiro livro conta a história da Isabel e do Eric, o segundo da Letizia e do Duque de Granada e o terceiro da Juana e do Zalo”, diz.
No primeiro livro da série espanhola, Isabel e Eric, vem de uma lenda mexicana, na qual a jovem esperava seu futuro marido em frente ao mar. Além do romance na Espanha, Sarah tem outros três livros publicados, a série “A La Mexicana”, que se passa nos dias atuais. A inspiração vem de tudo que ela vive e vê.
“Me inspiro em músicas, conversas e estudos. A leitura é como estar acompanhada mesmo nos momentos mais solitários, ela enriquece o ser humano”, completa.
Encontro com os fãs e reunião com grupo de leitoras
Há 10 anos como escritora, Sarah Summers já conquistou muitas leitoras e tem um grupo de fãs que chegou a se reunir na Bienal de São Paulo, e anualmente o encontro é virtual.
A Tribuna – Como é ter tantos fãs na noite de autógrafos?
Sarah Summers – Um orgulho. Tenho um grupo em um aplicativo de mensagens que conta com mais de 100 leitoras. Trocamos leituras, debatemos as histórias e todo fim de ano fazemos um amigo secreto que termina em um encontro no Google Meet. Este ano eu fui à Bienal de São Paulo onde encontrei várias leitoras, foi muito bacana.
De onde surgiu essa paixão pela leitura e pela escrita?
Foi na adolescência. Eu passei a frequentar uma biblioteca e li meu primeiro romance com 14 anos. Foi o romance “Fomos Longe Demais” de Suzanne Brockmann. Daí descobri a paixão por ler, e aos 18 quis escrever meu primeiro livro.
Como escritora, hoje é uma pessoa realizada?
Sim. Estou muito feliz em poder descobrir que as pessoas se emocionam e se divertem com aquilo que um dia foi apenas uma ideia. Fazer um leitor feliz é minha maior recompensa.