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Vitória dá a largada para a construção da Cidade do Samba

Com um investimento de R$ 51 milhões, obra está prevista para ser concluída em 21 meses e será usada no apoio das escolas de samba

Vitória dá a largada para a construção da Cidade do Samba
- Cidade do Samba em Vitória terá uso durante todo o ano, com uma praça de eventos e uma orla urbanizada
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Will Anholetti

Will Anholetti é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Língua Portuguesa e docência no Ensino Superior. Repórter multimídia, escreve para A Tribuna e Tribuna Online.

Última atualização


A Prefeitura de Vitória autorizou na última quarta-feira (18) o início das obras para construção da Cidade do Samba, no bairro Mário Cyprestes, entre o Tancredão e o Sambão do Povo. Com 16 mil m, o projeto prevê a construção de dois galpões, com sete barracões ao todo.

Os espaços serão destinados à confecção de adereços e à montagem dos carros alegóricos das escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval de Vitória, evitando prejuízos gerados na hora de transportar as estruturas.

O projeto tem prazo total para conclusão de até 21 meses. Estudos técnicos necessários antes do avanço completo da construção já estão sendo realizados.

“Assinamos a ordem de serviço. A partir de agora, o prazo já começa a contar e a empresa inicia imediatamente a mobilização. À medida que as licenças e os estudos forem sendo concluídos, as obras vão sendo iniciadas”, comemorou o prefeito Lorenzo Pazolini.

Além de ser uma infraestrutura de auxílio para as agremiações, a Cidade do Samba contará com uma praça de eventos, um espaço administrativo, um pet park, um parque kids, estacionamento e uma orla urbanizada, com atracadouro e arquibancada alagável.

Sandro Rosa, presidente da Liga Espírito-Santense das Escolas de Samba (Lieses), lembra que, ao longo do ano, grande parte do material que as escolas recebem acaba sendo perdido e precisa ser refeito.

“Durante o período, são cerca de 7 mil empregos gerados, direta e indiretamente. Muitas dessas pessoas trabalham no sol e na chuva. Um espaço como esse vai permitir não só armazenar, mas preservar e organizar melhor esse material, e dar mais dignidade para o trabalhador”.

Edson Neto, presidente da Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial do Espírito Santo (Liesge), assegura que, com o novo espaço, será possível reaproveitar cerca de 50% do material do desfile anterior. “Isso faz muita diferença”.

O projeto pode passar por ajustes para atender à nova realidade do Carnaval capixaba, que tem 10 escolas no Grupo Especial. Segundo Pazolini, a proposta inicial foi concebida quando o formato dos desfiles era outro, prevendo sete barracões.

O prefeito destacou que o planejamento foi construído junto das escolas e que eventuais mudanças seguirão o modelo de diálogo.

Fique por dentro

Como será a Cidade do Samba

O complexo será construído no bairro Mário Cypreste, ao lado do Sambão do Povo, em uma área de cerca de 16 mil m.

A estrutura principal inclui dois galpões com sete barracões, onde as escolas vão produzir fantasias, alegorias e montar carros alegóricos.

E também praça de eventos para apresentações culturais; espaço administrativo para a organização; pet park e parque infantil; estacionamento; e orla urbanizada com atracadouro para embarcações.

Integrado ao mar e uso o ano todo

O projeto faz parte do plano “Vitória de frente para o mar” e não será usado só no Carnaval. Ele foi pensado como um espaço multifuncional, podendo receber eventos culturais e shows. Ainda terá áreas de lazer, além de permitir acesso por barcos.

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