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Alerta para as restrições alimentares

A psicóloga Amanda Trancoso chama a atenção para um novo diagnóstico no Brasil: o Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo (Tare), diagnóstico novo ...

Alerta para as restrições alimentares
- Crianças durante a refeição: em caso de suspeita de transtornos, é importante a realização de consultas com profissionais capacitados.

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Crianças durante a refeição: em caso de suspeita de transtornos, é importante a realização de consultas com profissionais capacitados. (Foto: Divulgação)

A psicóloga Amanda Trancoso chama a atenção para um novo diagnóstico no Brasil: o Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo (Tare), diagnóstico novo incluído no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) recentemente.

Normalmente visto na infância, o Tare se apresenta com restrição, limitação ou seleção da alimentação, a partir de critérios como cor, textura, odor, qualidade da comida, sensibilidade extrema à aparência, temperatura ou gosto.

O diagnóstico se trata de uma possível porta de entrada para um transtorno alimentar que pode se concretizar futuramente, mesmo que não haja uma garantia de que aconteça. Ele pode causar deficiência nutricional, perda de peso, podendo afetar o crescimento e o funcionamento psicossocial.

“Os pais precisam ficar atentos à alimentação de seus filhos e buscar perceber como são as relações deles com a comida”, afirmou Amanda.
É importante lembrar que a maioria das crianças pode ter dificuldades na alimentação durante seu processo de desenvolvimento, sem que isso seja uma doença.

Amanda Trancoso: transtorno pode causar prejuízos psicossociais. (Foto: Acervo pessoal)“Quando há evidências deste diagnóstico, os pais percebem um sofrimento desproporcional na situação de oferecer os alimentos que são comumente consumidos pela família”, contou a psicóloga Amanda.

Distúrbios que envolvam sensibilidades sensoriais mais pronunciadas, algumas patologias que afetam o comportamento alimentar, como a doença celíaca, alergias, intolerância ou transtornos, como o de Espectro Autista, precisam ser descartadas antes de alguém ser diagnosticado com Tare.

De acordo com Amanda, é importante que, em caso de suspeita de diagnóstico, sejam realizadas consultas com profissionais capacitados que poderão realizar entrevistas e exames laboratoriais detalhados. Assim, o problema poderá ser identificado com precisão.

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