Com os avanços da tecnologia, já é possível retardar os sinais do envelhecimento.
Entre os tratamentos tradicionais, o laser fracionado CO2, associado à radiofrequência microagulhada, ainda hoje é um dos mais indicados, mas, no futuro, até o sangue do paciente poderá garantir a jovialidade por mais tempo.
A dermatologista Maria Oliete Guerra destacou o laser fracionado CO2, associado à radiofrequência microagulhada, como um dos seus preferidos.
Ela disse que ele é utilizado para tratar rugas, cicatrizes de acne, flacidez e também para melhorar a textura da pele. “Ele já é usado há muito tempo, mas continua padrão ouro. Permite ajustar a aplicação de acordo com o paciente”, lembrou.
Maria Oliete salientou que, atualmente, o procedimento já não é tão agressivo e, além disso, hoje é associado à radiofrequência microagulhada, que otimiza ainda mais os resultados.
“São feitas múltiplas micropunturas que, de acordo com o ajuste, atingem a camada da pele que desejamos conforme o diagnóstico do paciente. Desta forma, podemos infundir medicamentos na pele, otimizando então o tratamento”, destacou a especialista.
Equipamentos de ponta na área da dermatologia chegam a custar milhões de reais e os grandes centros, como São Paulo, já dispõem dessas novas tecnologias.
É o caso do laser Picosure, que chegou há pouco tempo e é indicado para rejuvenescimento facial, tratamento da cicatriz da acne, remoção de lesões pigmentadas, tratamento de rugas, controle de melasma e remoção de tatuagens.
“Tem uma vantagem de ter menos dor e menos downtime, que é o tempo de afastamento das atividades, mas a desvantagem é o custo operacional, que ainda é muito elevado”, ressaltou Maria Oliete.
Sobre o que pode vir por aí no futuro, a médica destacou o Plasma Rico em Plaquetas (PRP), que ainda está em estudo e precisa passar por aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “Consiste em retirar o sangue do paciente, centrifugar e aplicar o plasma para tratamento de alopecia, rugas e outros. Apesar de muito usado em outros países, o Conselho Federal de Medicina ainda não autoriza este tratamento por reconhecer que são necessários mais trabalhos científicos a respeito”.
