Atividade física, alimentação saudável, sono de qualidade e controle emocional. Esses são os quatro pilares da Medicina do Estilo de Vida, que cresce a passos largos no mundo inteiro por priorizar a prevenção às doenças, e não apenas o tratamento delas.

Médico, palestrante e entusiasta da Medicina do Estilo de Vida, o ex-presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Espírito Santo, Thanguy Friço, tem mais de 20 anos de experiência na área da prevenção e destaca um estudo canadense de 1974, chamado Lalonde, que evidenciou o que fazia uma pessoa viver mais e melhor: 60% estilo de vida, 20% genética, 15% fatores ambientais e 5% cuidados médicos que, na maioria das vezes, são paliativos.
“O sistema de saúde brasileiro está falido há muito tempo. O País gasta quase R$ 300 bilhões em saúde por ano, justamente por focarmos apenas nas doenças. A única saída que temos é tentar prevenir as doenças através da promoção de saúde, ensinando as pessoas a mudar seu estilo de vida”, ressalta o especialista.
De acordo com Thanguy Friço, cada pessoa deve ser responsável pela sua própria saúde. Porém, as informações podem ser passadas de forma coletiva através de ensinamentos do que e quanto comer, de como realizar as atividades físicas regularmente e de forma adequada, como reaprender a dormir e a valorizar uma noite de sono, além de técnicas de meditação e atenção plena para ajudar no controle emocional.
“Depois de instaladas, as doenças crônicas preexistentes são muito mais difíceis de serem curadas, porém, se você conseguir adequar os quatro elos à sua rotina diária, você pode, sim, amenizar e, quem sabe, curar doenças como a hipertensão, o diabetes e a insônia com mudanças no estilo de vida”, detalha o médico.
Todos os cuidados de saúde hoje devem ser realizados por equipes multidisciplinares, unindo o que cada especialista pode acrescentar em relação à sua expertise. Thanguy frisa que praticamente todas as doenças podem ser tratadas pela Medicina do Estilo de Vida, desde câncer a obesidade, hipertensão, osteoporose, dores crônicas, e até ansiedade e depressão.
“Se não puder ser curada, pode ser aliviada ou melhor a qualidade de vida das pessoas”, salienta Thanguy, que tirou as dúvidas dos leitores de A Tribuna.

Qual é a importância da atividade física nesse processo?
Larissa Alcântara, 30, universitária
A atividade física deve ser praticada todos os dias, igual a comer e dormir. O controle do estresse também faz parte da mudança para hábitos saudáveis, pois o controle emocional é um dos quatro elos. Temos duas ferramentas muito úteis nesse contexto: a meditação e a atenção plena.
O contato com a natureza ajuda a melhorar o bem-estar?
Márcio riccas, 40, comerciante
A Física e a Medicina Quântica revelam que nosso corpo possui uma energia interior. Hoje os ambientes modernos são sobrecarregados de energias eletrostáticas que são prejudiciais à nossa saúde. O contato com a natureza tem o poder de reenergizar nosso corpo.
O isolamento social aumenta as chances de adoecimento?
Luiz André caldas, 37, programador
Um estudo de Harvard, de mais de 75 anos de duração, demonstrou que o afeto foi o fator mais importante na felicidade das pessoas. Ter pessoas com quem se possa contar nos momentos bons e ruins da vida, sejam eles parentes, amigos ou familiares, faz toda a diferença na manutenção da nossa saúde.
A saúde do sono também deve ser priorizada?
Vera Lucia Gomes, 60 aposentada
Sim! O sono chega a ser o elo perdido entre a saúde e a doença.

SAIBA MAIS
Mais saúde
– A medicina do Estilo de Vida é a principal forma de se prevenir as doenças, diminuir o consumo de remédios, reduzir o número de internações e o gasto com saúde.
– Previne o surgimento de praticamente todos os tipos de doenças, já que o estilo de vida saudável é o fator isolado com maior impacto sobre a qualidade e quantidade de vida da população.

