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O sonho de Marcelo da Mata de ter mais tempo para realizar atividades físicas foi interrompido por fortes dores que atrapalhavam suas corridas.
O ex-bancário de 64 anos era figura carimbada nas corridas de rua da Grande Vitória há cerca de 20 anos. Com a chegada da sua aposentadoria, em 2018, ele achou que estaria mais livre para praticar uma de suas grandes paixões.
Porém, em 2019, a situação mudou: ao realizar seus treinos diários, Marcelo começou a sentir incômodos na hora de caminhar, como dores e fraqueza nas pernas.
O problema foi aumentando ao longo do tempo, e ficou difícil até para ficar muito tempo em pé. Outro hobby prejudicado foi o de cozinhar, já que a atividade exige longos períodos em pé diante do fogão.
“Eu sempre fiz muitas atividades físicas pensando em ter saúde durante a minha velhice. Nunca imaginei que teria esse tipo de problema me limitando e restringindo a minha qualidade de vida”, destacou o aposentado.
Como os tratamentos com medicamentos e fisioterapia não surtiram efeito, a solução indicada pelo médico Lourimar Tolêdo foi a cirurgia de coluna, para descomprimir e estabilizar as vértebras que estavam causando o mal-estar.
“Sempre tive medo de ter que recorrer à cirurgia por ser um procedimento complexo. Eu temia perder todos os movimentos”, relata Marcelo.
O tratamento cirúrgico, realizado em novembro de 2022, foi feito por meio de uma técnica pouco invasiva, chamada OLIF.
“Hoje em dia, a cirurgia na coluna não é mais um tabu, já que contamos com equipamentos altamente precisos, que propiciam a resolução do problema e a recuperação da qualidade de vida do paciente em um tempo menor”, explica o ortopedista Lourimar Tolêdo, membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC).
Após quatro meses, a rotina do Marcelo já está totalmente restabelecida, e ele realiza caminhadas diárias de 6,5 quilômetros pela orla da capital capixaba. O próximo passo será voltar a correr e a participar das competições.
“Fui liberado pelo médico para fazer pilates com o objetivo de fortalecer a coluna e pretendo, assim que puder, voltar a me desafiar nas corridas. Tenho fé de que vou conseguir recuperar meu desempenho”, afirma o aposentado.
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Operação menos invasiva melhora qualidade de vida
A cirurgia pouco invasiva reduz o tempo de internação e proporciona a recuperação da qualidade de vida da pessoa, que pode voltar rapidamente à sua rotina normal.
O ortopedista Lourimar Tolêdo, membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e especialista neste tipo de cirurgia, explica como ela funciona.
“Através de uma pequena incisão na coluna conseguimos chegar com precisão à área que precisamos tratar na coluna vertebral”, detalha.
O especialista ressalta ainda que o procedimento é indicado para pessoas que não tiveram solução com medicação, fisioterapia ou exercícios e para aquelas em que há comprometimento neurológico importante.
Lourimar Tolêdo acrescenta outros pontos positivos da cirurgia não invasiva:
“Como a incisão é pequena, preservamos mais os tecidos saudáveis. Além disso, o paciente fica pouco tempo internado, o que gera redução na taxa de infecção”.
O ortopedista ressalta ainda não ser necessária transfusão de sangue, e também destaca que a pessoa sente pouca dor no pós-operatório e retorna ao trabalho e às atividades físicas mais rapidamente.
SAIBA MAIS
Tipos de cirurgias na coluna
Endoscópica (por vídeo)
É indicada para tratamento de hérnia de disco e artrose. A cirurgia é realizada por microcorte e, através desta incisão, é colocada uma cânula para que o médico visualize as estruturas por vídeo, corrigindo-as e preservando os órgãos e tecidos sadios do paciente.
A técnica permite uma recuperação rápida, menor cicatriz cirúrgica e maior conforto do paciente.
ALIF – Fusão Vertebral Lombar Anterior
É realizada por meio de uma incisão no abdômen, com o objetivo de aliviar a pressão sobre as raízes nervosas, corrigir deformidades e instabilidades da coluna e tratar um disco doloroso, sem danificar as estruturas posteriores da coluna.
TLIF MIS – Artrodese Lombar Transforaminal Intersomática minimamente invasiva
É um tipo de cirurgia com acesso à coluna pela região das costas, que permite a colocação de enxerto ósseo entre duas vértebras, para remover a porção do disco que é a fonte da dor lombar e ciática.
Indicada para corrigir deformidades e instabilidades, diminuir a manipulação das estruturas neurais, reduzir o dano aos elementos ligamentares e minimizar a remoção óssea excessiva.
XLIF – Fusão Lateral entre os Corpos Vertebrais
Procedimento cirúrgico feito pela lateral do corpo, e que propicia a preservação das estruturas localizadas nas costas.
Usando tecnologia de monitoramento dos nervos e afastadores especiais, o médico obtém acesso lateral na coluna vertebral com segurança.
OLIF – Artrodese Lombar Oblíqua Lateral
Nesta técnica, o médico coloca espaçadores entre as vértebras após os discos desgastados serem removidos cirurgicamente, por acesso lateral.
Isso protege as estruturas localizadas na parte de trás do corpo, preserva a região lombar, o músculo e trata doenças degenerativas, instabilidades e deformidades da coluna.
Fonte: Lourimar Tolêdo, ortopedista e membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)