Academias ao ar livre, uma rede de saúde estruturada e uma geografia abençoada com praias e parques classificaram Vitória como uma das melhores cidades brasileiras para envelhecer.
A constatação foi feita pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, em parceria com a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP).
O órgão analisou os municípios com mais de 100 mil habitantes e identificou ambientes amigáveis para idosos, levando em conta aspectos como cuidados de saúde, bem-estar, transporte, situação financeira, trabalho e oportunidades educacionais, envolvimento com a comunidade e habitação.
Secretária de saúde de Vitória, Cátia Lisboa atribui o reconhecimento à boa estrutura das 29 unidades básicas de saúde (UBS), ao centro de referência de atendimento ao idoso, às atividades desenvolvidas nas unidades básicas e nos módulos de orientação para a prática de exercícios e às atividades físicas espalhadas pela capital.
A preocupação inicial da rede de saúde, segundo Cátia, é com a manutenção da autonomia e a independência dos idosos, possibilitando aos mesmos um envelhecimento ativo.
“Pessoas de modo geral precisam viver mais e com saúde e Vitória tem vocação para ser uma cidade saudável. Nós trabalhamos com a estratégia de intervenção precoce, realizada ainda nas unidades básicas de saúde para evitar que o idoso perca a autonomia e a independência, fatores que são cruciais para um envelhecimento ativo”, afirmou Cátia.
A secretária enfatizou ainda que a população idosa do município representa 13% do total, sendo a maior parte dela ativa, que busca orientações para exercícios e práticas de atividades físicas.
Atendimentos individuais em Centro Especializado
Idosos que passam por atendimento nas unidades básicas de saúde de Vitória, e que são identificados com a necessidade de atendimento especializado, para doenças não transmissíveis e incapacitantes comuns do envelhecimento, como Parkinson, demências, acidente vascular cerebral, entre outras, são encaminhados para o Centro de Referência em Atendimento ao Idoso (Crai).
Lá, eles são assistidos por uma equipe multidisciplinar e interdisciplinar, composta por geriatras, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, auxiliares e técnicos de enfermagem que atendem e orientam o familiar do idoso sobre o tratamento que será realizado.
Referência técnica da saúde da pessoa idosa da Prefeitura de Vitória, Sandra Bissoli disse que, anualmente, são atendidos cerca de mil idosos e feitos aproximadamente 13 mil procedimentos especializados.
“O idoso é encaminhado pela UBS ao Crai e passa por avaliação inicial, quando é definido o plano de cuidados pela equipe interdisciplinar”, explicou Sandra.
acompanhamento
Ela acrescentou que após a melhora ou estabilização do quadro clínico, o idoso recebe alta do serviço, retornando à unidade de saúde de origem para continuidade do acompanhamento.
“As ações desenvolvidas para as pessoas idosas na rede municipal são potentes e visam atender o idoso em suas diversas necessidades. O foco do atendimento é a atenção integral à saúde e não focada apenas em uma determinada doença”, contou Sandra.
Ela enfatiza ainda que todo o atendimento realizado na rede de saúde de Vitória se orienta pelo conceito de envelhecimento ativo e saudável da Organização Mundial da Saúde (OMS), ou seja, de que a pessoa idosa deve manter uma vida social, exercer sua cidadania e viver com saúde e qualidade de vida.


