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O Espírito Santo tem sofrido grandes impactos com as fortes chuvas. Sua atitude pode contribuir para evitar o transbordamento de esgoto nas ruas e o seu retorno para o interior das residências. Normalmente, isso acontece quando a tubulação usada para os efluentes não suporta o volume de água pluvial e acaba sobrecarregando o Sistema de Esgotamento Sanitário. O alerta é da Ambiental Serra, Ambiental Vila Velha e Ambiental Cariacica, empresas do Grupo Aegea Saneamento que operam parcerias públicos-privadas (PPPs) com a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) em municípios da Grande Vitória.
O gerente do setor de Serviços e Manutenção da empresa, Brenner Rodrigues, aponta os motivos que, aliados às chuvas, podem explicar o crescimento desses extravasamentos. “Um deles é a presença de lançamento, pelos usuários, de resíduos indevidos na rede coletora de esgoto, sendo os mais comuns: lixo, gordura e buchas (materiais filamentares, como cabelo e linhas de tecidos, que se agregam), fator que causa a obstrução das redes, de forma completa ou parcial”, explica.
Com isso, acrescenta ele, os efluentes domésticos gerados pela população não têm o devido escoamento, ocorrendo extravasamentos em vias públicas e, em alguns casos, até o retorno de efluente para as residências. Outra ação recorrente e impactante é a abertura dos tampões dos poços de visita da rede de esgoto para escoamento da água pluvial acumulada nas vias públicas, o que também contribui para o encaminhamento indevido de significativa quantidade de resíduos urbanos para a rede coletora, provocando obstruções da rede.
O sistema de esgotamento sanitário não é dimensionado para absorver esses aportes de vazão oriundas das chuvas, uma vez que o Brasil adota sistema separador absoluto, e as águas pluviais devem ser, obrigatoriamente, direcionadas para o sistema de drenagem urbana, e não para a rede coletora de esgoto.
Para evitar transtornos, as calhas dos telhados dos imóveis que recebem a água da chuva devem ser ligadas à rede de drenagem de águas pluviais, cuja implantação e manutenção são de responsabilidade das prefeituras. Caso não exista uma rede de drenagem, a orientação é direcionar a água da chuva para a rua.
LIMPEZA AMENIZA IMPACTOS
Atualmente, nossas equipes realizam em torno de 150 serviços de manutenção preventiva por mês, visando evitar problemas originados pelo mau uso da rede coletora de esgoto. As Estações Elevatórias e as Estações de Tratamento são operadas diariamente e as três concessionárias da Aegea que atuam na Grande Vitória utilizam três caminhões hidrovácuos atuando ininterruptamente para limpeza dessas unidades em períodos chuvosos e pós-chuvas, quando a quantidade de resíduos que chega às estações é quatro vezes superior ao considerado normal, exigindo maior esforço para limpeza e tratamento.
ATITUDES QUE FAZEM DIFERENÇA
Confira ações que ajudam a manter a boa operação da rede.
- Fazer uso correto das redes descartando nelas somente esgotamento sanitário;
- Direcionar a água da chuva para as redes de drenagem, e não para a rede de esgoto;
- Se avistar esgoto vazando, ligue para o 115 para relatar a ocorrência. O canal atende 24 horas;
- Se ainda não o fez, conecte sua residência às redes de esg