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Você quer usar lentes multifocais, mas tem medo de não se adaptar? Especialistas explicam a importância de uma boa consulta oftalmológica e apoio do profissional óptico para escolher armação e lentes ideais, evitando tonturas, enjoos e outros tipos de mal-estar na adaptação.
Esse tipo de lente geralmente é usado por quem já passou dos 40 anos e desenvolveu presbiopia – a chamada “vista cansada”. Neste caso, é indicada a lente com três campos de visão: longe, intermediário e perto.
A oftalmologista Suzana Vereza, que há 20 anos prescreve multifocais, explica que é preciso analisar o perfil do paciente para indicar a lente ideal, de acordo com a sua funcionalidade.
“Preciso saber se o paciente é um lavrador, uma dona de casa ou um funcionário que tem que enxergar de longe o balcão e a sua frente, numa tela de computador. Isso irá determinar a necessidade de maior ou menor campo de visão”, exemplifica.
A funcionária pública Thania Richardeli Mozeli, 44 anos, sabe bem o que é a fase de adaptação de uma multifocal. Ao receber seus óculos nas Óticas Cachoeiro, no Centro, Vitória, ela fez uma caminhada pela calçada, desceu degraus e avaliou: “Sinto-me muito bem, enxergo nitidamente olhando para o lado e acho que a adaptação será 100% boa”
Segundo a empresária Mônica Paiva, das Óticas Cachoeiro, pesquisas do ramo óptico apontam que 80% das pessoas que dizem não se acostumar com lentes multifocais, na realidade erraram nas escolhas da lente e da armação. “Ou as medidas feitas estavam erradas, ou não tiveram os benefícios esperados”, completa.
Por isso, a compra dos óculos precisa ser feita com calma. “Ela leva em média uma hora. O ótico lhe fará perguntas sobre o seu estilo de vida antes da escolha”, orienta Mônica.