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Convergência

A próxima disputa bilionária

Computação quântica deixa os laboratórios e começa a movimentar bancos, governos e gigantes da tecnologia de olho no futuro do mercado financeiro

A próxima disputa bilionária
- Tasso Lugon é CEO da Banestes Asset Management e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital
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Tasso Lugon

Tasso Lugon é CEO da Banestes Asset e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.

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Durante muito tempo, computação quântica parecia assunto de filme de ficção científica. Algo distante da realidade das empresas e restrito aos laboratórios das gigantes de tecnologia. Mas isso mudou.

Hoje, bancos, governos e empresas de tecnologia já tratam o tema como uma aposta estratégica para os próximos anos, especialmente no mercado financeiro. Calma: isso não significa que os bancos vão trocar seus sistemas atuais por computadores quânticos amanhã. A tecnologia ainda enfrenta desafios enormes e está longe de funcionar em larga escala. Mas ignorar esse movimento talvez seja um erro.

O motivo é simples: o mercado financeiro depende de velocidade, cálculo e capacidade de analisar cenários complexos. E é justamente aí que a computação quântica promete fazer diferença.

Na prática, ela poderá acelerar operações que hoje exigem um poder computacional gigantesco. Isso inclui análise de investimentos, gestão de risco, prevenção a fraudes e até simulações financeiras extremamente complexas.

Os grandes players já perceberam isso. Instituições como JPMorgan e Goldman Sachs mantêm equipes dedicadas ao tema. Do outro lado, empresas como IBM, Google e Microsoft disputam a liderança dessa nova corrida tecnológica. E existe um padrão que costuma se repetir no mercado: quando bancos e gigantes da tecnologia começam a investir bilhões em algo ao mesmo tempo, dificilmente é apenas uma moda passageira.

Outro ponto que chama atenção é a segurança digital. A computação quântica ainda não tem capacidade para quebrar os sistemas de proteção usados atualmente pelos bancos, mas especialistas já discutem os impactos futuros dessa tecnologia sobre a criptografia moderna. Tanto que governos e órgãos internacionais começaram a desenvolver novos padrões de segurança preparados para a chamada “era pós-quântica”.

Ou seja: o mercado talvez ainda esteja longe da revolução quântica, mas claramente já começou a se preparar para ela.

E aqui existe uma comparação interessante. Durante anos, Inteligência Artificial também parecia distante da vida prática. Hoje está no celular, nos aplicativos, nas empresas e até nas decisões financeiras do dia a dia.

Com a computação quântica, a sensação é parecida. Talvez ela ainda leve anos para atingir escala comercial relevante. Mas os primeiros movimentos mostram que essa disputa já começou e quem entender isso antes poderá sair na frente.

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