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CORONAVÍRUS

Baixa procura provoca perda de doses da vacina pediátrica no Estado

Secretário informou que há locais que registram perda diária de 10% das doses ofertadas no dia

Baixa procura provoca perda de doses da vacina pediátrica no Estado
- Vacinas covid-19 pediátricas da Pfizer-BioNTech

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Iniciada em janeiro deste ano, a imunização de crianças de 5 a 11 anos é visto, atualmente, como um dos principais desafios pelo governo capixaba na campanha contra a covid-19. A análise foi feita pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, durante coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira (16). O gestor revelou que alguns pontos de vacinação têm registrado perda de vacinas por conta da procura abaixo da demanda ofertada pelos municípios. 

A vacinação pediátrica ocorre por livre demanda nos municípios, porém ações para vacinar crianças nas escolas, em mutirões nos finais de semana e o agendamento também são estratégias desenvolvidas pelas prefeituras para imunizar esse público. A vacinação das crianças ocorre apenas com a autorização dos pais. 

“Alguns pontos de vacinação que, praticamente, tinham perda zero das vacinas, hoje, já passam a relatar uma perda maior, podendo chegar, em alguns casos, a 10% das doses oferecidas naquele ponto de vacinação, naquele dia”, informou o secretário.

Apesar disso, Fernandes explica que estratégias como concentrar a aplicação das doses em locais específicos ou limitar a imunização em alguns dias da semana não devem ser adotadas, pois restringem o acesso das crianças que buscam pelos serviços de saúde e, assim, reduzem ainda mais a quantidade de doses aplicadas. 

“Temos neste momento um desafio muito grande em relação a perda técnica das vacinas. Quando a gente abre o frasco da Coronavac e aplicamos a primeira dose, nós precisamos aplicar todas as doses em até 8 horas. A vacina pediátrica da Pfizer em até 12 horas. Quando poucas crianças são levadas para serem vacinadas no serviço de saúde, a perda técnica daquela vacina passa a ser incrementada em patamares nunca antes vividos no Espírito Santo”, disse Fernandes. 

O secretário reforçou que as  crianças precisam ser vacinadas o mais rápido possível, porque a circulação da variante ômicron representou um aumento na mortalidade infantil em todo País e também de internações de crianças infectadas pelo coronavírus em comparação com as outras cepas do vírus.

“As vacinas são preciosas. Muitos países no mundo não têm a oportunidade que o povo capixaba, que o povo brasileiro, tem de poder ter toda a fotografia de sua família vacinada. As vacinas para adultos não chegaram para diversos países no mundo, ainda mais a pediátrica. Então, por isso nosso apelo para que os papais e mamães se mobilizem. Não temos registros de efeitos adversos graves com as vacinas pediátricas, nós não temos óbitos pelas vacinas pediátricas, mas temos óbitos por conta da infecção pelo vírus. Não temos dúvidas de que nesse momento é necessário que os pais coloquem a mão na consciência e reconheça a importância da vacinação dos filhos”, afirmou o secretário.

Na última semana, um mutirão foi realizado para a vacinação das crianças contra a covid. Durante toda a semana, incluindo o mutirão, foram aplicadas 32 mil doses do imunizante, o que representa um aumento de 188% em relação a quantidade de doses administradas em crianças na semana anterior. 

Fernandes também reforça a necessidade da aplicação da segunda dose em crianças de 5 a 11 anos. Segundo ele, mais de 40 mil pessoas nessa faixa etária estão com a dose em atraso no Estado. 

 

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