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Do primeiro caso até o fim da obrigatoriedade da máscara: veja a linha do tempo da pandemia

Acompanhe fatos marcantes da pandemia no Espírito Santo

Do primeiro caso até o fim da obrigatoriedade da máscara: veja a linha do tempo da pandemia
- Pessoa usa máscara para se proteger do novo coronavírus

Última atualização

Após mais de 2 anos, o governo do Estado extinguiu, na tarde desta quarta-feira (6),  as medidas qualificadas para o combate da pandemia da covid-19 no Espírito Santo. A partir de agora, o uso de máscara não é mais obrigatório em locais abertos e fechados, como escolas, empresas e comércio, em todas as 78 cidades capixabas. 

A exigência da comprovação da vacinação para entrar em estabelecimentos, o chamado passaporte da vacina, também não é mais obrigatório no Estado, pois o mapa de risco que classifica as cidades quanto ao risco de transmissão deixa de ser publicado pelo governo. Uma nova matriz epidemiológica será feita pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para acompanhar esses dados da pandemia. 

 













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Confira a linha do tempo da pandemia no Estado

Primeiro caso 

O primeiro caso de covid-19 confirmado no Espírito Santo foi informado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), no dia 5 de março de 2020. A paciente era uma mulher, moradora de Vila Velha, que havia voltado de viagem da Europa, onde a doença já havia se espalhado e provocava centenas de mortes diariamente. 

OMS decreta pandemia 

No dia 11 de março de 2020, ou seja, seis dias após o primeiro caso da doença ser confirmado no Estado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia da covid-19. A decisão aconteceu porque o coronavírus havia sido identificado em diversos continentes. 

Dias depois o uso de máscara em locais abertos e fechados passa a ser obrigatório no Espírito Santo e o comércio não essencial (restaurantes, bares, lojas e shoppings) ficam proibidos de abrir para o atendimento ao público, sendo permitido apenas o sistema de delivery. 

Esses estabelecimentos voltaram a receber o público em maio, funcionando de forma gradual. 

Primeira morte

A primeira morte por covid-19 no Estado foi registrada no dia 1º de abril de 2020. O paciente, um homem, de 57 anos, era morador da Serra e estava internado no Hospital Jayme Santos Neves. 

Mapa de risco

Em abril de 2020, o governo cria uma Matriz de Risco e adota o Mapa de Risco para classificar os municípios capixabas quanto ao perigo de transmissão do coronavírus. Com base na classificação (baixo, moderado e alto), as cidades devem adotar medidas qualificadas para combater a pandemia. 

Começo da vacinação 

No dia 18 de janeiro de 2021, o Espírito Santo começou a vacinação contra a covid-19. A primeira a ser imunizada no Estado foi a técnica de enfermagem Iolanda Brito da Silva dos Santos, que atua no Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves. 

Como a oferta de vacina no mundo ainda era pouca, a imunização no Estado começou com os profissionais de saúde e, depois, passou a ser também para idosos institucionalizados e indígenas. 

Risco extremo 

No início da segunda quinzena de março de 2021, o número de casos e mortes no Estado aumentou e, como a oferta de vacinas ainda era pouca, o governo decidiu decretar quarentena de 14 dias para todo os municípios, o chamado risco extremo, na tentativa de evitar a uma pressão maior sobre os hospitais. 

Passaporte da vacina 

Em outubro de 2021, o governo capixaba passou a determinar que o cliente comprovasse que se vacinou contra a covid para entrar em estabelecimentos, como bares e restaurantes. A iniciativa foi chamada de passaporte da vacina e tinha como objetivo estimular a vacinação no Estado. 

Ômicron causa recordes diários de novos casos

Em 22 de dezembro de 2021, o Estado registrou o primeiro caso de infecção pela variante ômicron. Poucas semanas depois, ela se tornou a predominante no Espírito Santo e foi responsável por fazer disparar os números de casos e da taxa de transmissão. Por dias, o Estado quebrou recordes de novos casos diários.

Risco baixo e fim da obrigatoriedade da máscara em locais abertos

No dia 14 de março, pela primeira vez depois de dois anos, o uso da máscara deixou de ser obrigatório em locais abertos e fechados no Espírito Santo. Essa medida era válida para as cidades no risco muito baixo (cor azul no mapa de risco). Nas cidades de risco baixo (cor verde), a máscara ainda seguia obrigatória em ambientes fechados, com escolas, supermercados e empresas. 

Para alcançar o risco baixo, as microrregiões precisavam alcançar cobertura vacinal de 90% dos idosos com três doses, 90% dos adolescentes com uma dose e 80% dos adultos com duas doses. 

Fim do uso obrigatório de máscara e do passaporte da vacina

Nesta quarta-feira (6), o governo anunciou o fim da obrigatoriedade do uso de máscara em todo o Espírito Santo. A medida vale para locais fechados e abertos a partir desta quarta. 

Além disso, o passaporte da vacina também não é mais exigido nos estabelecimentos, pois não será mais feita classificação de cidades por risco de transmissão da covid. Foram 101 mapas de risco desde abril de 2020. 

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