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Em uma semana, o Estado registrou um salto de mais de 8 mil casos confirmados de covid-19, dados que acendem o alerta e necessidade de redobrar os cuidados sanitários na tentativa de reduzir a cadeia de transmissão.
Segundo dados do Painel Covid-19, do governo do Estado, na semana do dia 5 ao dia 11 de junho foram confirmados 8.212 casos. Há um mês, de 8 a 14 de maio, foram 900, o que mostra a velocidade do crescimento de casos de covid.
Na segunda-feira (13), foram confirmados 2.194 casos da infecção por covid.
A Sesa ressaltou que estão circulando no Estado as subvariantes da Ômicron BA.1, BA.2, BA.4 E XQ. Segundo dados mundiais, são mais contagiosas.
O infectologista Lauro Ferreira Pinto conta que essa subvariante da Ômicron é muito mais contagiosa. “Os sintomas que têm predominado são muita dor de garganta, coriza e tosse.”
Mas ele ressalta que a taxa de letalidade segue baixa, sobretudo devido ao avanço da vacinação.
A médica infectologista Martina Zanotti também citou que entre os sintomas mais comuns dessa quinta onda estão as dores de garganta e rouquidão.
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O aumento da transmissão tem lotado também os postos de saúde. Na Serra, por exemplo, segundo os dados do Painel Covid, de 28 de maio até a última sexta-feira foi registrado um aumento de 207,5% nas testagens, se comparado ao período anterior (14 dias).
Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde da Serra, quanto ao número de casos, nesse mesmo período, o aumento foi de 260,82%.
Diante do salto no número de casos, o infectologista Moacir Soprani reforça a necessidade de fazer o teste para saber se a pessoa está ou não infectada.
Mas ele salienta que o fato de ser negativo não significa que não tenha covid. “Continuamos ter a variante Ômicron. Creio que tem a ver com a suspensão das medidas de proteção e o período de queda de temperatura, que faz com que as pessoas fiquem mais em lugares fechados. Lógico que estas variantes da Ômicron são mais infecciosas. Ainda bem que temos a vacinação”, observa.