Para ter passe livre em viagens pelo mundo, famílias do Estado recomeçam a busca por testes de covid-19, exigência de muitos países para receber os visitantes.
Um desses países são os Estados Unidos, que liberaram, desde segunda-feira (8) a entrada de brasileiros.
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Dentre algumas regras para poder entrar no país estão: estar totalmente imunizado, ou seja, com as duas doses ou dose única e apresentar teste negativo de covid-19, feito até três dias antes do embarque, podendo ser o PCR ou de antígeno, ambos feitos com uso de cotonete para coleta de material.
Segundo a coordenadora-geral do Teste Covid Capixaba, Yamê Gregório Zanelato, a demanda pelos testes já aumentou quase 40% e a expectativa é muito maior.
“Nosso foco agora são as viagens, porque os sintomas diminuíram bastante. O quantitativo que temos feito desde a semana passada é o mesmo que fazíamos no início da pandemia, quando estavam todos desesperados, com sintomas, à procura de teste”, frisou.
Segundo Yamê, a procura maior é de pessoas que buscam os testes para viajarem para os Estados Unidos, Portugal e França. Ela salientou que os viajantes devem estar atentos aos laudos em inglês, exigidos por muitos países.
“Há locais que fazem o teste gratuito, ou até mesmo pago, que não emitem o laudo em inglês. É preciso atenção”, observou.
No Tommasi Laboratório, a direção informou que, como as fronteiras de outros países já estavam abertas há um tempo, já era notada uma procura das pessoas em fazer os testes com a finalidade de viajar. “Inclusive, emitimos laudos com resultados em outros idiomas devido a esta demanda”, informou.
Os especialistas em viagens Guilherme Marinho, Luciana Contti e Jackeline Teubner ressaltaram que cada país tem as suas diretrizes em relação aos imunizantes e aos testes. Alguns aceitam todas as vacinas, enquanto outros, não.
Eles afirmaram ainda que os viajantes devem estar atentos às regras, que podem mudar a qualquer momento.
Com a liberação da entrada de brasileiros, o empresário Fabiano Cardoso Ribeiro, 40, que viajaria em abril do ano passado para os Estados Unidos, remarcou a sua viagem para daqui a duas semanas. Ontem, ele foi à sede do Teste Covid para receber mais informações.
“Já estou vacinado e, agora, só tenho de fazer o teste antes de viajar”, disse.
Exame rápido sai em até duas horas
Testes
Cada país tem uma exigência de acordo com os seus critérios e determina o tipo de teste contra covid ou a combinação deles para o diagnóstico. O RT-PCR (aquele feito com cotonete na garganta e no nariz) e o teste de antígeno são os mais solicitados.
RT-PCR
É tido como o principal exame e o mais assertivo na detecção do novo coronavírus.
Esse teste molecular pesquisa a presença do ácido ribonucleico (RNA) viral, que é o material genético do vírus SARS-CoV-2.
O teste é feito a partir de amostras da secreção coletadas do nariz e garganta, por meio do de swabs (cotonetes) e seu resultado mostra o vírus ativo ou não no corpo com mais precisão.
O resultado do teste sai, em média, entre 12 e 72 horas. O preço médio é de R$ 300.
Antígeno
Também é feito por meio de amostras da secreção coletadas do nariz com o cotonete e é capaz de detectar a proteína do nucleocapsídeo viral do SARS-CoV-2.
Sua metodologia é imunocromatografia, que consiste na geração de cor a partir de uma reação entre o antígeno e o anticorpo.
Há dois resultados, o positivo, que significa infecção viral ativa e o negativo, onde não é detectada a presença do vírus no organismo. É um teste rápido, que gera o resultado em entre 30 minutos e até 2 horas , e custa, em média, R$ 180.