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O governo do Estado avalia com os municípios o cenário e os riscos para a realização do Carnaval. Em coletiva de imprensa, transmitida pela internet, na manhã desta quarta-feira (5), o secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, informou que o possível cancelamento da festa está em avalição.
Pelo País, cidades que são destinos tradicionais de foliões, como Rio de Janeiro, Salvador e Olinda, já anunciaram que não vão realizar blocos de rua neste ano. A decisão foi tomada por conta do avanço da variante ômicron, do novo coronavírus, que têm aumentado o número de casos no Brasil e também no contexto da epidemia de gripe.
“Ao longo dos próximos dias, estabeleceremos uma agenda de avaliação de risco com os municípios capixabas, no que diz respeito ao cenário previsto para o mês de fevereiro e o possível cancelamento do Carnaval deste ano. Estamos discutindo medidas distintas para o Carnaval no Sambódromo – o Carnaval de escolas de samba – e medidas que poderão ser aplicadas ao Carnaval de rua no Espírito Santo. Estamos discutindo com os municípios e estamos olhando de maneira atenta que municípios importantes, inclusive capitais brasileiras, já decidiram pela suspensão do Carnaval de rua”, afirmou o secretário.
O gestor ainda ressaltou que a situação epidemiológica é complexa e a cobertura vacinal da população capixaba com a terceira dose, no momento, é insuficiente para enfrentar de foram segura a circulação da variante ômicron.
Fernandes alertou que as festas de fim de ano já começam a apresentar um efeito no número de amostras positivas para covid, no Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen). Segundo ele, nos últimos dias, houve um incremento de 30% da positividade de exames de RT-PCR analisados pela equipe do laboratório.
“Assumimos isso já como um consequência de um novo comportamento da variante ômicron no Espírito Santo. As festas e aglomerações também devem ter favorecidos a interiorização da circulação da Influenza em outros municípios do Estado. Nas últimas 24 horas, começamos a perceber um incremento da demanda nos municípios da região Sul”, revelou.
O secretário fez um pedido para que a população faça a adesão e tenha disciplina para manter o uso de máscara, o distanciamento e tenha a percepção de risco, porque isso será fundamental para reduzir o impacto da circulação dos vírus causadores da covid-19 e a Influenza.
Além disso, reforçou a necessidade de quem ainda não se vacinou ou está com dose em atraso que busque um ponto de vacinação para se imunizar e que aumente a busca por testes.
“A população precisa entender que, diante de qualquer sintoma, a primeira medida é isolamento. É utilizar a máscara permanentemente e diante de qualquer compartilhamento ou proximidade de qualquer pessoa. Tendo sintoma, a pessoa deve isolar-se, utilizar a máscara e diante da relevância daquele sintoma a pessoa precisa buscar a testagem antígeno ou de RT-PCR para investigar a possível infecção pelo SARS-CoV-2 , que gera a covid”, reforçou.