Enquanto o vírus da covid-19 continua circulando, com aparecimento de novas variantes, a ciência também avança em busca de novas formas de proteção e tratamento.
As empresas BioNTech e a Pfizer anunciaram, na última quarta-feira, que vão iniciar durante o segundo semestre os testes em humanos de uma nova geração de imunizantes “universais” contra a covid.
O trabalho experimental sobre vacinas que vão além das aplicadas hoje incluem um imunizante de aprimoramento de células T (responsáveis pela defesa do organismo), projetadas principalmente para proteger contra doenças graves se o vírus se tornar mais perigoso, além de vacinas de pan-coronavírus. Essas têm a função de garantir uma proteção contra a família mais ampla de vírus e suas mutações.
A apresentação sobre o trabalho que tem sido desenvolvido foi disponibilizado no site da empresa alemã BioNTech. Segundo a publicação, o objetivo é oferecer um imunizante com “proteção de longo prazo”.
Aprimoramento
Segundo especialistas, pesquisas e órgãos mundiais de saúde, as vacinas atualmente aplicadas continuam apresentado resultados importantes na redução de mortes e casos graves da doença.
Mesmo assim, elas têm uma menor resposta no sentido de impedir que as pessoas sejam infectadas mesmo que de forma leve pelas novas variantes, como a Ômicron e suas subvariantes.
Por isso, em paralelo ao desenvolvimento dessa nova classe de vacinas, a Pfizer e a BioNTech também estão investindo em versões aprimoradas de seus imunizantes para melhorar a proteção contra a variante Ômicron e suas mutações.
No último sábado, a Pfizer divulgou dados da versão adaptada da vacina contra a covid-19 específica para essa variante.
De acordo com a farmacêutica, os dados do estudo de fases 2 e 3 apontaram que uma dose de reforço de ambas as vacinas candidatas provocou uma resposta imune substancialmente maior contra a BA.1 da Ômicron BA.1 em comparação com a vacina atual.
Segundo os resultados, os níveis de anticorpos neutralizantes aumentaram de 13,5 a 19,6 vezes mais do que a vacina atual disponível.
No início de junho, a Moderna também divulgou que sua vacina direcionada à Ômicron produziu uma resposta imune mais forte.
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Busca por proteção mais durável
Avanços
Mesmo com os avanços trazidos pelas vacinas disponíveis, principalmente com relação a casos graves e mortes por covid-19, empresas farmacêuticas continuam buscando aprimorar os imunizantes.
Entre os objetivos está frear ainda mais a transmissão do vírus, protegendo as pessoas de pegarem a doença mesmo de forma mais leve.
Além disso, se busca uma proteção mais “durável”, já que estudos apontam redução da resposta imunológica após meses da aplicação.
Novas vacinas
As empresas BioNTech e Pfizer anunciaram que vão iniciar no segundo semestre deste ano testes clínicos de vacinas de próxima geração que protegem contra uma ampla variedade de coronavírus.
O trabalho inclui vacinas de aprimoramento de células T, projetadas principalmente para proteger contra doenças graves se o vírus se tornar mais perigoso, além de vacinas de pan-coronavírus, que protegem contra a família mais ampla de vírus e suas mutações.
A meta é ter uma vacina que forneça proteção de variante durável.
Atualizações
Em fases mais avançadas, vacinas aprimoradas e voltadas para melhor proteção contra a Ômicron têm sido também desenvolvidas por empresas como a Pfizer e a Moderna.
Estudos apresentados mostraram que versões aprimoradas tiveram melhor proteção contra a variante Ômicron e sublinhagens.
Fonte: Agências Reuters e Estado.