- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

LOCAIS ABERTOS

Rio aprova fim da proibição do uso de máscara

Deputados aprovaram projeto para flexibilizar uso de máscara em locais abertos

Rio aprova fim da proibição do uso de máscara
- Máscaras: Projeto aprovado para acabar com obrigatoriedade de uso em locais abertos
Foto de perfil de Agência Folhapress

Agência Folhapress

Com quase três décadas de atuação, a Folhapress é a agência de notícias do Grupo Folha e compartilha o compromisso da Folha de São Paulo com a produção de um jornalismo crítico, moderno, pluralista e apartidário, assegurando a geração e distribuição de um noticiário ágil, confiável e independente.

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Estilo:



 

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei que permite que o estado e os municípios fluminenses flexibilizem o uso de máscara em locais abertos. O prefeito Eduardo Paes (PSD) deve publicar a medida no Diário Oficial desta quarta (27).

Os deputados derrubaram a lei estadual de junho de 2020 que exigia o uso do equipamento de proteção em todo o estado –entre normas dissonantes, vale sempre a mais restritiva. Agora, portanto, cada cidade tem autonomia para decidir sobre a questão.

A liberação ao ar livre estava prevista pelo município na segunda etapa do plano de retomada, quando 65% da população total estivesse integralmente vacinada contra a Covid-19, marca que foi alcançada nesta terça-feira (26). Já a primeira dose ou dose única foi aplicada em 87% dos cariocas.

A prefeitura também pretende permitir a abertura de boates, danceterias e salões de dança, com metade da capacidade e exigência do comprovante de vacinação. Oficialmente esses espaços estão proibidos, mas na prática já vêm funcionando com pouca fiscalização.

Na última segunda (18), o município autorizou a lotação máxima em locais como cinemas, teatros, museus, pontos turísticos, casas de festa e centros comerciais sem distanciamento social, apenas com máscaras. Já estádios e ginásios atualmente podem abrigar metade do público.

A terceira e última etapa do plano municipal de reabertura prevê a desobrigação do equipamento de proteção em ambientes fechados (exceto no transporte público e em hospitais) quando a vacinação total alcançar 75% da população.

Na semana passada, Paes disse que isso deve ocorrer em 15 de novembro. “Vamos sempre seguir aquilo que o comitê científico disser, e o secretário [de Saúde] Daniel Soranz toma a decisão final”, declarou na ocasião.

A prefeitura tem argumentado que a cidade vive o melhor cenário epidemiológico desde o início da pandemia, com uma queda expressiva do número de casos e mortes, e registra índices de vacinação maiores do que países que já desobrigaram o uso da proteção.

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam, porém, que ainda é cedo para pensar em aboli-la. “É uma ideia equivocada. A gente não está num momento de achar que controlou a pandemia a ponto de não criar mais medidas de restrição”, diz o epidemiologista Raphael Guimarães, do observatório Fiocruz Covid-19.

Ele lembra que o Brasil pode seguir o exemplo da Inglaterra, que flexibilizou o distanciamento físico e as medidas de proteção individual quando atingiu a cobertura vacinal de aproximadamente 58% e agora está vivendo um novo aumento súbito de casos e óbitos. “Não queremos que isso aconteça no Brasil”, afirma.

Para Guimarães, a liberação do uso das máscaras em lugares abertos deveria acontecer com a cobertura vacinal em torno de 80%. A marca havia sido proposta pela bancada do PSOL como emenda no projeto de lei discutido pela Assembleia Legislativa, mas foi recusada pelo plenário.

O deputado Waldeck Carneiro (PT), presidente da comissão de ciência e tecnologia da Alerj, destacou que na região metropolitana do Rio as taxas médias de vacinação estão pouco acima de 60% de modo geral, com exceção de Niterói. “Ainda acho prematuro”, opinou antes da votação da Alerj.

A pneumologista Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz, acredita que entre os parâmetros para uma eventual remoção das máscaras, além da cobertura vacinal de ao menos 80%, deve estar a taxa de transmissão do vírus (também chamada de R0 ou Rt).

Esse número indica para quantas pessoas alguém que está contaminado transmite o vírus. Se ele é de 2, por exemplo, isso significa que cada indivíduo com Covid passa a doença para mais dois. Assim, para a pandemia estar controlada, o número precisa estar abaixo de 1.

Para os especialistas, o ideal é liberar as máscaras quando o Rt estiver próximo de 0,5. Outros indicadores também deveriam ser levados em conta, como a manutenção de um patamar baixo e sustentado de hospitalizações e mortes por Covid, segundo eles.

“Eu considero essa discussão extemporânea”, afirma a pesquisadora. “Qualquer discussão que tire foco de um hábito extremamente útil, saudável, desejável e recomendável em uma virose respiratória, que é usar máscaras de boa qualidade, é uma perda de energia.”

Mais Lidas

Ver tudo ›