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Economia

Criado em pastos do ES, gado “zero dentes” faz sucesso no exterior

É como são chamados animais com idade até 1 ano e meio, que não trocaram os dentes de leite, e são desejados internacionalmente

Criado em pastos do ES, gado “zero dentes” faz sucesso no exterior
- Poliana disse que gado “zero dentes” representa uma mudança de mentalidade dentro das propriedades rurais
Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

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O gado “zero dentes”, categoria de animal formada por animais jovens, com até um ano e meio de idade e que ainda não trocaram os dentes de leite, vem conquistando cada vez mais espaço nos pastos capixabas e despertando o interesse de compradores internacionais.

A aposta em genética e manejo de qualidade tem garantido animais mais pesados em menos tempo, o que aumenta a rentabilidade e a competitividade da pecuária do Estado. O pecuarista Victor Miranda, que administra uma fazenda em Jucu, zona rural de Vila Velha, há 25 anos trabalha com gado Nelore e viu na nova tendência uma oportunidade de aliar inovação e produtividade.

“Apesar da pouca idade, o melhoramento genético tem permitido obter animais mais pesados em menos tempo”, explicou.

O conceito de gado “zero dentes”, que há poucos anos era pouco conhecido entre os criadores, vem se consolidando no Espírito Santo e ganhando força nos leilões e nas feiras agropecuárias.

A preferência por animais mais jovens se deve à carne de melhor qualidade, com menor teor de gordura e maior valorização no mercado interno e externo.

A pecuarista Poliana Salvador Domingues, de Piúma, no litoral Sul, também tem apostado nesse modelo e colhido bons resultados em sua fazenda de nelores.

Segundo ela, o foco no gado “zero dentes” representa uma mudança de mentalidade dentro das propriedades rurais: “Estamos investindo em tecnologia e manejo mais sustentável. É um caminho para quem crescer.”

Com o avanço da genética, o uso de inseminação artificial, a nutrição mais precisa e a gestão eficiente dos rebanhos, os criadores capixabas têm conseguido reduzir o tempo de engorda e entregar um produto mais valorizado.

O gado zero dentes, antes visto como desafio, hoje é símbolo de inovação e qualidade na pecuária capixaba. O movimento reflete uma pecuária moderna, que combina tradição, tecnologia e sustentabilidade para atender a um consumidor mais exigente e atento à procedência da carne.

A expectativa dos produtores é de que, com planejamento técnico, assistência técnica qualificada e políticas públicas de apoio, o Espírito Santo amplie sua participação nos mercados externos nos próximos anos, elevando renda e criando emprego no campo.

Entenda

Gado “zero dentes”

É o bovino jovem, com até 1 ano e meio de idade, que ainda não trocou os dentes de leite.

O nome deriva da classificação dentária usada na pecuária para indicar a idade dos animais.

Esses animais são identificados antes da troca dos dentes incisivos, o que marca o início da fase adulta.

Carne de qualidade

O manejo busca o abate precoce, com foco em produtividade e aproveitamento da fase jovem.

A carne apresenta menor teor de gordura e características adequadas para mercados exigentes.

O modelo tem se expandido em estados produtores e vem sendo adotado por criadores capixabas.

Fonte:  Pesquisa AT.

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