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Economia

Empreendedorismo: quando criar marca própria é melhor do que uma franquia?

Decisão mais adequada depende de uma série de fatores, como explicam os especialistas

Empreendedorismo: quando criar marca própria é melhor do que uma franquia?
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Gustavo Andrade

Jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online, com foco na editoria de Economia e produção de reportagens especiais. Escolheu a profissão por sempre gostar de escrever, além da paixão por esportes e música. Possui experiência também com assessoria de imprensa e produção de vídeos.

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Quem quer começar a empreender já precisa tomar uma decisão logo de cara: abrir um negócio próprio ou entrar num sistema de franquia.

A decisão mais adequada depende de uma série de fatores, como explicam os especialistas.

A franquia tende a ser mais indicada para quem deseja operar um modelo já testado, utilizar uma marca estabelecida e receber suporte em áreas como implantação, treinamento, fornecedores, tecnologia, marketing e gestão, destacou o segundo o diretor-regional da Associação Brasileira de Franchising (ABF) no Espírito Santo e Minas Gerais, Antônio Bortoletto.

“É uma alternativa especialmente interessante para quem ainda não possui experiência empresarial ou prefere seguir processos e padrões definidos”, afirmou.

O negócio próprio pode ser mais adequado para quem possui uma ideia inovadora, conhece profundamente o mercado, deseja liberdade total para criar produtos e processos e está disposto a desenvolver a marca desde o início. Nesse caso, o empreendedor assume sozinho as decisões, os testes e os riscos da operação, segundo o diretor.

“Nenhuma das alternativas garante sucesso. A escolha deve considerar o perfil do investidor, sua experiência, disponibilidade para atuar no negócio, capacidade financeira e tolerância ao risco. Antes de fechar uma franquia, é essencial avaliar o investimento total — e não apenas a taxa de franquia —, estudar a Circular de Oferta de Franquia e conversar com integrantes da rede”, disse.

A principal diferença entre os modelos está no grau de autonomia e na estrutura que o empreendedor recebe para começar, explicou o diretor interino de Atendimento do Sebrae/ES, Leonídio Pinheiro.

“Em uma franquia, o empreendedor precisa verificar se a rede acompanha as transformações do mercado, atualiza seus produtos, investe em tecnologia e oferece suporte para que as unidades se adaptem. Já o negócio independente pode ter mais agilidade para mudar sua proposta, testar soluções e atender características locais, embora tenha que realizar esses investimentos e aprendizados por conta própria”, avaliou.

O negócio independente tende a oferecer mais espaço para inovação e diferenciação individual, enquanto uma franquia pode ter maior capacidade de testar, aperfeiçoar e disseminar uma inovação em escala, contou Pinheiro.

“O mais importante é compreender que inovação não significa apenas criar algo totalmente novo: também pode signific melhorar processos, reduzir custos, elevar a experiência do cliente e entregar mais valor ao mercado”, finalizou.



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