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Economia

Empregos e negócios impulsionados pelo novo porto em Aracruz

Vports prevê 1ª licença para metade de 2026. Projeto é voltado para atividades variadas, de plataformas de petróleo a terminais para grãos

Empregos e negócios impulsionados pelo novo porto em Aracruz
- Área de dragagem da Vports na Barra do Riacho: empresa investe em ampliação em sua capacidade e também busca ampliar atividades no município.

Última atualização


A Vports, concessionária responsável pelos Portos de Vitória, Vila Velha e Barra do Riacho, confirmou a construção de um novo porto em Aracruz, na região Norte do Espírito Santo.

O novo porto vai abrir empregos nas fases de construção e operação e atrair negócios para a região. Os detalhes sobre contratações e quantidade de vagas serão divulgadas posteriormente, uma vez que o projeto está em andamento.

A empresa entrou com o pedido de licença prévia junto ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema-ES) para iniciar os trabalhos de desenvolvimento da área de 522 mil metros quadrados em Aracruz.

Diretor-presidente da empresa, Gustavo Serrão, disse que a expectativa é que a primeira licença para Barra do Riacho seja concedida até metade do ano que vem e, enquanto isso, a autoridade portuária seguirá atuando de forma a captar parceiros para o projeto.

A ideia é desenvolver na região um porto multipropósito, ou seja, que poderá abrigar terminais para grãos, gás, energia e para descomissionamento de plataformas de petróleo, por exemplo.

“Entendemos Barra do Riacho como um grande polo de desenvolvimento para o Estado e temos a possibilidade de contribuir, preparando essa área de 522 mil metros quadrados greenfield para receber investimentos de setores diversos, se tornando um porto multipropósito”, afirmou Serrão.

Ele explicou ainda que o movimento para o desenvolvimento da área se dá em várias frentes. “Demos entrada no pedido de licença prévia junto ao Iema e fizemos a primeira campanha de dragagem da história de Barra do Riacho”.

Celso Guerra, subsecretário de Estado de Integração e Desenvolvimento Regional, falou sobre a importância do novo porto.

Segundo ele, o desenvolvimento desta nova área portuária representará mais oportunidades de diversificação da oferta de serviços na região, favorecendo mais investimentos, geração de emprego e renda para toda a cadeia de fornecedores e seus colaboradores, na cidade e na região de seu entorno.

“Estamos certos que com o desenvolvimento do Parklog ES (complexo logístico) e da infraestrutura na região a atratividade para novos projetos ali se instalarem será muito forte”.

Saiba Mais

Berços

Atualmente, o Porto de Barra do Riacho, em Aracruz, no Norte do Estado, abriga dois berços com atividades destinadas à movimentação de granel líquido.

Além deles, há 522 mil metros quadrados de área greenfield, ou seja, ainda não desenvolvida.

Dragagem

A Vports já concluiu a dragagem do porto em Barra do Riacho, aumentando o calado de 8,6 metros para 11 metros, o que viabilizará acessos de navios de maior porte.

Foi a primeira campanha de dragagem realizada em Barra do Riacho.

A dragagem é um passo importante para atrair investidores parceiros na exploração da área.

Pedido de licença

Para desenvolmento dessa área greenfield, de 522 mil metros quadrados, a Vports deu entrada no pedido de licença prévia junto ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema-ES).

A expectativa é que a primeira licença seja concedida até metade do ano que vem.

Enquanto isso, a Vports trabalha para captar parceiros para o projeto.

Porto multipropósito

A proposta é um porto multipropósito, que poderá abrigar, por exemplo: terminais para grãos, gás, energia descomissionamento de plataformas de petróleo, entre outros.

Vports busca parceiros para investimento no Norte do Estado

Outra frente de atuação da Vports é a conexão com parceiros potenciais para projeto do novo porto em Aracruz.

“Temos um trabalho contínuo no sentido de captar parceiros e somar interesses e vocações. Em Vitória e Vila Velha, assinamos 14 novos contratos em dois anos e meio de concessão privada, enquanto a média anterior era de um contrato a cada quatro anos”, disse o diretor-presidente da empresa, Gustavo Serrão.

Em Barra do Riacho, Serrão citou que a intenção é desenvolver um ambiente que já tenha no DNA essa marca em prol da produtividade, da eficiência e da parceria.

Hoje, além dos 522 mil metros quadrados disponíveis para desenvolvimento, a Vports responde por uma área de mais de 300 mil metros quadrados, o Terminal Aquaviário de Barra do Riacho, operado pela Transpetro, estruturado e vocacionado para a movimentação de granéis líquidos (combustível).

Secretário de Desenvolvimento Econômico de Aracruz, José Eduardo de Azevedo, falou sobre a importância do porto para o município.

“Estamos aguardando a definição do projeto da Vports com uma expectativa positiva de que será bastante promissor para a cidade de Aracruz”, finalizou.

Melhorias e capacidade para receber 1.089 navios

Com a nova capacidade operacional, os portos de Vitória e Vila Velha — sob gestão da autoridade portuária privada da Vports — podem receber a partir de agora o dobro de navios do tipo Panamax que navegam pela costa brasileira, passando de 504 para 1.089 embarcações.

O incremento é resultado de uma nova revisão da Norma de Tráfego Marítimo e Permanência, a partir de estudos técnicos apresentados pela Vports, alterando os parâmetros de LOA (Length Overall), que é o comprimento total do navio, e de BOCA, que é largura máxima do casco.

Os navios podem ter até 245 metros de comprimento e 32,5 metros de largura. O primeiro avanço, neste sentido, ocorreu em maio, quando a Vports passou a receber navios de porte bruto de até 83 mil toneladas, fruto de estudos e de dragagem de manutenção realizados.

Já que antes, o chamado DeadWeight (DWT), medida que determina a capacidade máxima de carga que pode ser transportada, era de 70 mil toneladas.

Segundo o diretor-presidente da Vports, Gustavo Serrão, as “mudanças habilitam o porto a receber navios maiores e que não possuem guindaste de bordo, sendo a operação feita por guindastes de terra, como MHC, o que traz um potencial de reduzir pela metade o tempo de operação do navio no berço”.

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