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Economia

Índice Fipezap: metro quadrado em Vitória é o mais caro entre capitais

Valor médio de venda na capital capixaba foi de R$ 14.108, superado apenas por Itapema e Balneário Camboriú, em Santa Catarina

Índice Fipezap: metro quadrado em Vitória é o mais caro entre capitais
- Vista da Praia do Canto, bairro que está entre os destaques de valorização em Vitória, na visão de especialistas e de empresários do Estado

Última atualização


Pelo quarto ano consecutivo, Vitória é a capital do Brasil com o metro quadrado mais caro do País. O dado consta no relatório do Índice de Preços de Imóveis Anunciados, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) — o Índice FipeZap.

O valor médio de venda do metro quadrado na capital capixaba foi de R$ 14.108 em 2025, superado apenas por Itapema (R$ 14.843) e Balneário Camboriú (R$ 14.906), ambas em Santa Catarina — e que não são capitais. Vila Velha também aparece no ranking, na 11 posição. Na cidade, o preço é de R$ 10.225/m.

Vitória está entre os três municípios com o metro quadrado mais caro do País desde 2023.

A escassez física de terrenos é, novamente, o principal fator que provocou a manutenção da capital capixaba no patamar exposto pelo índice FipeZap, explicam o diretor da incorporadora Invite Inc., Lucas Peixoto, e o advogado imobiliário Alencar Ferrugini.

“Por ser uma ilha, a capital tem um território limitado, o que naturalmente reduz a oferta de áreas disponíveis para novos empreendimentos e torna o solo urbano mais valioso”, disse Peixoto.

Infraestrutura urbana consolidada, ampla oferta de serviços, localização litorânea e índices elevados de qualidade de vida também colaboram para o cenário de procura, afirmou Peixoto, o que empurra para uma alta constante dos preços.

Os bairros tradicionalmente consolidados continuam puxando a média de preços, afirma o diretor da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-ES), Ricardo Gava.

“Com destaque para a Praia do Canto e Barro Vermelho, seguidos por Jardim da Penha, Jardim Camburi e Bento Ferreira. São regiões com infraestrutura pronta, boa localização e alta liquidez”, ressaltou o diretor da Ademi-ES.

Já Peixoto aponta Praia do Canto, Mata da Praia, Barro Vermelho e Enseada do Suá como os bairros com maior alta nos preços. Para ele, esse movimento acaba provocando um efeito de transbordamento.

“Com os valores muito altos nesses bairros, a demanda passa a avançar para áreas adjacentes da capital, que, mesmo ainda abaixo dos preços das regiões mais nobres, vêm registrando aumentos expressivos no valor do metro quadrado”, aponta.

Saiba mais

Pesquisa

O FipeZAP acompanha o preço médio de imóveis em 56 cidades brasileiras, com base em anúncios veiculados na internet.

Em 2025, os maiores aumentos nos preços foram registrados em Salvador (16,25%), João Pessoa (15,15%), Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%).

As menores altas foram registradas em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%). Na prática, essas cidades tiveram queda real, já que os reajustes ficaram abaixo da inflação estimada para o período de 12 meses.

Principais efeitos

O primeiro efeito é uma pressão contínua sobre os preços, dizem especialistas. A combinação entre escassez de oferta e alta demanda, especialmente de compradores com maior renda, faz com que valores sigam em trajetória de alta ou, no mínimo, fiquem em patamares elevados.

Outro impacto relevante é a competição entre imóveis antigos e lançamentos. Empreendimentos novos chegam ao mercado com preços mais altos, mas também com diferenciais claros — tecnologia, qualidade construtiva, eficiência e novos conceitos de moradia — o que reposiciona o valor das unidades usadas.

Esse cenário também dificulta o acesso à primeira moradia dentro da capital. Para quem busca o primeiro imóvel, os preços elevados funcionam como uma barreira, estimulando a migração da demanda para cidades vizinhas, como Vila Velha, Serra e Cariacica.

Outras regiões

A expansão territorial da demanda acaba impulsionando a valorização nessas regiões e, ao mesmo tempo, cria novas oportunidades para o desenvolvimento de empreendimentos, ampliando o mercado imobiliário metropolitano como um todo.

Fontes: FipeZap e Lucas Peixoto (diretor da Invite Inc.)



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