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Economia

Mais equipamentos com investimento árabe na UVV

Analisada pelo Cade, possível venda à Clariens, braço do fundo Mubadala, deve viabilizar modernização e novos laboratórios

Mais equipamentos com investimento árabe na UVV
- UVV está perto de ser adquirida por fundo de Abu Dhabi com mais de R$ 1,9 trilhão em ativos: ideia é que instituição siga no mesmo local, mas sob aluguel
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Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

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Com mais de 50 anos de história, cerca de 16 mil alunos e mais de 60 cursos, a Universidade Vila Velha (UVV) pode iniciar um novo capítulo de sua trajetória. A família Dantas negocia a venda da instituição para a Clariens, braço de educação do fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), com cerca de US$ 385 bilhões (R$ 1,962 trilhão) em ativos.

Caso o negócio se concretize, a previsão é de novos laboratórios e equipamentos mais modernos com o investimento árabe.

A informação foi confirmada ontem pelo presidente da UVV, José Luiz Dantas, que explicou que, na última terça-feira, a universidade e a Clariens protocolaram um pedido de consulta ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sobre a possibilidade da negociação ocorrer.

Segundo Dantas, se o retorno do Cade for positivo e o negócio se concretizar, a previsão é de mais investimentos para a universidade.

“Se evoluir, em 60 dias seguiremos negociando e pode virar um contrato. A ideia é que, se for concretizado, haja mais investimentos e tenhamos um campus mais moderno. O Cade ainda precisa fazer a sua avaliação para verificar a possibilidade da venda”, afirmou.

A reportagem apurou com outras fontes que ao longo dos últimos anos, diversas redes nacionais de ensino superior e fundos de investimento procuraram a universidade para apresentar propostas de aquisição. No entanto, as conversas evoluíram entre a Clariens e UVV, sobretudo no começo deste ano.

O interesse da Clariens pela instituição estaria relacionado ao posicionamento conquistado pela UVV no cenário nacional. A universidade acumula seguidos reconhecimentos entre as melhores instituições privadas do País.

Imóveis

De acordo com apuração da reportagem, a operação não envolve, necessariamente, o patrimônio imobiliário da instituição.

O modelo discutido prevê que a Clariens adquira a operação acadêmica da universidade — incluindo todos os cursos de graduação, pós-graduação e demais atividades educacionais —, enquanto os imóveis permaneceriam pertencentes aos atuais proprietários. Na prática, com a negociação se concretizando, eles alugarão os imóveis e permanecerão no mesmo local.

Cláusulas no contrato para preservar o legado

Em uma negociação que vai além da mudança de controle, a Universidade Vila Velha (UVV) busca preservar aquilo que construiu ao longo de mais de cinco décadas: sua identidade acadêmica.



As conversas entre a família Dantas e a Clariens, braço de educação do fundo Mubadala, têm sido marcadas por discussões sobre a continuidade do projeto institucional, a manutenção da qualidade do ensino e a segurança para a comunidade universitária.

O contrato deve conter cláusulas voltadas à manutenção da qualidade acadêmica, dos padrões de ensino e da continuidade do projeto institucional, refletindo a preocupação da família controladora com o legado da instituição.

Também ainda estão sendo discutidos aspectos relacionados à futura governança da universidade, incluindo a eventual permanência de integrantes da atual gestão durante o período de transição, bem como quadro de funcionários.

Outro ponto que faz parte das negociações é que estudantes e futuros alunos não serão impactados com a mudança de comando.

A avaliação é de que contratos, cursos em andamento, diplomas emitidos e programas acadêmicos continuarão normalmente.

A aposta é que a entrada de um grupo com maior capacidade de investimento possa ampliar a oferta de cursos, fortalecer a educação a distância (EAD) e acelerar novos investimentos na universidade.

Negociação

De acordo com o presidente da UVV, José Luiz Dantas, a Universidade Vila Velha pode ser vendida para a subsidiária Clariens Educação, braço de ensino do Mubadala Capital, gestora dos investimentos em participação do fundo soberano de Abu Dhabi.



negociações foram iniciadas a partir de um desejo por parte dos sócios da universidade, sendo que a única conversa que chegou a uma proposta mais efetiva foi com a Mubadala.

Segundo Dantas, “ainda não tem nada fechado”, sendo necessário aguardar a avaliação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para efetivar o negócio.

Aquisições

O Grupo Clariens Educação iniciou a jornada em 2021. É parte do Mubadala Capital, presente no Brasil desde 2012, e segue seu propósito de entregar inovação.

Esta pode ser a sexta aquisição de faculdade com curso de Medicina que a Mubadala faz no Brasil.

Antes, a investidora havia adquirido instituições de ensino da Bahia, de Goiás e de Minas Gerais.

A aquisição é para controle total da Segex (Sociedade Educação e Gestão de Excelência), mantenedora da UVV.

Melhorias

Caso o negócio se concretize, a UVV deve receber mais investimentos, segundo Dantas, e terá mais laboratórios, equipamentos e passará por uma modernização em sua estrutura.

De acordo com apuração da reportagem, a operação não envolve, necessariamente, o patrimônio imobiliário da instituição.

Sobre a UVV

A instituição foi fundada em abril de 1974, pelo professor Aly da Silva, sendo controlada por José Luiz Dantas, filho do fundador, há décadas.

A credencial de universidade veio em dezembro de 2011, sendo reconhecida como a primeira particular do País com esse título.

A UVV oferece mais de 50 cursos de graduação, incluindo presenciais e a distância.

Também tem uma Faculdade de Medicina e nove programas de residências; além de 57 cursos de MBA e pós-graduação, e 12 programas de mestrado e doutorado.

São mais de 10 mil alunos em quatro campi, sendo três na Grande Vitória e um no Sul do Estado, no município de Guaçuí.



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