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Economia

Passagem de avião a R$ 200 em 12 parcelas

Programa para oferecer viagens populares a aposentados do INSS, servidores e estudantes vai ter pagamento com desconto em folha

Passagem de avião a R$ 200 em 12 parcelas
- Interior de avião: ministro disse que companhias viajam com 21% dos assentos vazios, daí a ideia de ocupá-los

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O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, voltou a prometer ontem um programa de passagens aéreas a R$ 200 para aposentados do INSS, servidores e estudantes beneficiários do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

O programa é chamado pelo ministro de Voa Brasil, mas ele não falou em datas para lançamento. 

França afirmou ontem que a iniciativa não vai envolver subsídio federal. Será feito no formato de consignado, com desconto direto na folha de pagamento. Um banco público intermediará a compra.

Segundo o ministro, a previsão é de que o programa funcione da seguinte forma: o aposentado, servidor público ou estudante do Fies compra a passagem por R$ 200 o trecho, e paga em até 12 vezes.

A proposta prevê que o banco público – Caixa ou Banco do Brasil – pague a passagem à empresa aérea e desconte direto em folha o valor da prestação. O limite de compra seria de quatro passagens por ano, e elas só poderiam ser adquiridas para viagens de fevereiro a junho, agosto e novembro.

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O objetivo, segundo França, é fazer com que mais brasileiros passem a viajar de avião. “As  aéreas voam com 21% dos assentos vazios. O objetivo é que a gente consiga preencher esses assentos incentivando pessoas a voar”.

O ministro também disse que a taxa de embarque não pode ser de “54 reais”. França deu como ideia reverter parte do valor em consumo no próprio aeroporto.

Consignado deve ter juros de 1,99%

Governo e bancos se aproximam de um acordo para fechar a nova taxa de juros para o consignado dos aposentados. 

Segundo interlocutores que participam das discussões, a taxa com desconto em folha deve subir de 1,7% para 1,99%, e a do cartão consignado, de 2,62% para 2,91%. Há 12 dias os empréstimos estão suspensos.

O percentual deve ser apresentado hoje ao Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).

 Segundo técnicos a par das discussões, os bancos mantém a proposta de 2,01%, mas admitem que serão voto vencido na reunião do colegiado.

O governo tem maioria no Conselho, 12 votos dos 15 integrantes. 

O novo limite, contudo, é considerado razoável, considerando que o teto atual de 1,70% ao mês. 

Também ficará ligeiramente acima de 1,95%, última proposta do Executivo.

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