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DENÚNCIA

Plataforma de petróleo tem produção interrompida no ES após riscos de vazamento

As falhas foram encontradas durante uma auditoria da ANP, ainda em março deste ano

Plataforma de petróleo tem produção interrompida no ES após riscos de vazamento
- Navio-plataforma de petróleo FPSO Cidade de Vitória

Última atualização

O navio-plataforma de petróleo FPSO Cidade de Vitória teve a produção interrompida após serem identificadas irregularidades graves nas estruturas do local. 

 













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Entre os problemas encontrados estão falhas nos sistemas de emergência e alto risco de vazamento de gás, podendo até mesmo causar uma explosão na plataforma. 

Segundo a Petrobras, a decisão de interditar o navio surgiu durante uma auditoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), iniciada no dia 30 de maio deste ano.

Com a fiscalização, a ANP optou por parar, preventivamente, a produção do FPSO Cidade de Vitória, plataforma afretada da Saipem, para conclusão das atividades de manutenção, antes da emissão do relatório final do órgão regulador.

O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro/ES), Etory Feller Sperandio, comentou a decisão.

“A interdição aconteceu devido a falhas graves de integridade da plataforma. Vazamentos, sistemas de controle inoperantes e falhas no aparato de comunicação de emergência”, explica. 

De acordo com Sperandio, os riscos são de alta gravidade para a segurança dos trabalhadores do local. 

“Nosso maior receio, como sindicato dos trabalhadores, é a repetição do que aconteceu com o FPSO Cidade de São Mateus, com 9 fatalidades. Os problemas encontrados são muito semelhantes (risco de atmosfera explosiva, falha de comunicação e protocolos) e não podemos aceitar que uma nova tragédia se repita. É aterrorizante ver essa mesma história macabra ser contada por novos atores”, diz.

Após o fato, o Sindipetro/ES acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a Petrobras e a empresa Saipem, responsável pela operação da plataforma FPSO CVIT.

“As empresas tem que definir e implementar as ações de segurança e integridade da plataforma. Nós como sindicato, seguimos vigilantes e denunciaremos qualquer ação que traga risco aos trabalhadores”, finaliza.

O informativo jurídico da organização destaca que a plataforma se encontra com falhas estruturais graves e, mesmo assim, a empresa Saipem busca retornar com as operações, colocando em risco a segurança dos funcionários

Agora, eles pedem a instauração de procedimento administrativo para investigar as irregularidades apresentadas.

Segundo a organização, são necessárias medidas de correção dos vícios verificados e garantia de segurança aos trabalhadores da plataforma FPSO CVIT.

O FPSO está parado em sua locação original no campo de Golfinho e a previsão é de que a produção normal retorne até o final do ano.

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