O navio-plataforma de petróleo FPSO Cidade de Vitória teve a produção interrompida após serem identificadas irregularidades graves nas estruturas do local.
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Entre os problemas encontrados estão falhas nos sistemas de emergência e alto risco de vazamento de gás, podendo até mesmo causar uma explosão na plataforma.
Segundo a Petrobras, a decisão de interditar o navio surgiu durante uma auditoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), iniciada no dia 30 de maio deste ano.
Com a fiscalização, a ANP optou por parar, preventivamente, a produção do FPSO Cidade de Vitória, plataforma afretada da Saipem, para conclusão das atividades de manutenção, antes da emissão do relatório final do órgão regulador.
O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro/ES), Etory Feller Sperandio, comentou a decisão.
“A interdição aconteceu devido a falhas graves de integridade da plataforma. Vazamentos, sistemas de controle inoperantes e falhas no aparato de comunicação de emergência”, explica.
De acordo com Sperandio, os riscos são de alta gravidade para a segurança dos trabalhadores do local.
“Nosso maior receio, como sindicato dos trabalhadores, é a repetição do que aconteceu com o FPSO Cidade de São Mateus, com 9 fatalidades. Os problemas encontrados são muito semelhantes (risco de atmosfera explosiva, falha de comunicação e protocolos) e não podemos aceitar que uma nova tragédia se repita. É aterrorizante ver essa mesma história macabra ser contada por novos atores”, diz.
Após o fato, o Sindipetro/ES acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a Petrobras e a empresa Saipem, responsável pela operação da plataforma FPSO CVIT.
“As empresas tem que definir e implementar as ações de segurança e integridade da plataforma. Nós como sindicato, seguimos vigilantes e denunciaremos qualquer ação que traga risco aos trabalhadores”, finaliza.
O informativo jurídico da organização destaca que a plataforma se encontra com falhas estruturais graves e, mesmo assim, a empresa Saipem busca retornar com as operações, colocando em risco a segurança dos funcionários
Agora, eles pedem a instauração de procedimento administrativo para investigar as irregularidades apresentadas.
Segundo a organização, são necessárias medidas de correção dos vícios verificados e garantia de segurança aos trabalhadores da plataforma FPSO CVIT.
O FPSO está parado em sua locação original no campo de Golfinho e a previsão é de que a produção normal retorne até o final do ano.