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LUCRO OU EUFORIA?

São João: vendedor precisa calcular lucro para não perder dinheiro no fim do mês

Comerciantes autônomos aproveitam festas para faturar, mas contador alerta sobre risco de confundir o dinheiro que entra com o ganho real

São João: vendedor precisa calcular lucro para não perder dinheiro no fim do mês
- As festas juninas movimentam bilhões de reais em todo o Nordeste e representam uma oportunidade de renda extra para milhares de pessoas
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

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O comércio junino movimenta bilhões de reais no Nordeste e movimenta a renda de milhares de trabalhadores autônomos. Barraqueiros, ambulantes, costureiras e cozinheiros transformam as festas em fonte de arrecadação. O período coincide com o fechamento do primeiro semestre de 2026, momento em que o mercado avalia os resultados financeiros do ano.

O contador Paulo de Tarso, da CSMalta Contabilidade, aponta que a falta de controle sobre os custos esconde o resultado real das vendas.

“É comum encontrarmos pessoas que sabem exatamente quanto venderam durante as festas, mas não conseguem dizer quanto realmente lucraram. Faturamento e lucro são coisas completamente diferentes”, explica.

Formalização e divisão de contas

O profissional indica a inscrição como Microempreendedor Individual (MEI) para quem planeja manter a atividade após os festejos. O registro garante CNPJ e direitos previdenciários.

“O MEI oferece benefícios importantes, como emissão de notas fiscais, acesso à Previdência Social e possibilidade de abertura de conta empresarial. Para quem pretende transformar a renda extra em uma atividade permanente, a formalização pode representar mais segurança e oportunidades de crescimento”, afirma.

A união do dinheiro da casa com o caixa da empresa é outro obstáculo identificado no comércio temporário. A recomendação é o uso de contas bancárias separadas para monitorar a entrada de recursos e o pagamento de fornecedores.

“O ideal é separar completamente as contas. O dinheiro das vendas deve entrar em uma conta específica do negócio e todas as despesas precisam ser registradas. Só assim o empreendedor consegue saber se está ganhando dinheiro ou apenas movimentando recursos”, orienta.

Balanço do primeiro semestre

O encerramento do mês de junho serve como prazo para empresas de micro e pequeno porte revisarem planilhas, estoques e margens de ganho.

“Junho é um excelente momento para fazer um balanço. O empresário precisa analisar custos, despesas, margem de lucro, fluxo de caixa e projeções para os próximos meses. Muitas empresas descobrem tarde demais que estão faturando bem, mas sem gerar lucro suficiente para sustentar o crescimento”, destaca.

A organização dos dados financeiros neste período prepara o comércio para o planejamento das vendas da segunda metade do ano.

“Quem aproveita esse período para organizar as finanças, corrigir erros e planejar o segundo semestre sai na frente. Gestão financeira não é apenas uma obrigação contábil, mas uma ferramenta de crescimento”, conclui.

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