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Economia

15 empresas do setor automotivo negociam vinda para o ES

Chegada da GWM a Aracruz abre frente para 15 novos projetos automotivos e fortalece plano de atração de investimentos no Espírito Santo.

15 empresas do setor automotivo negociam vinda para o ES
- Montagem de veículos na Jetour, empresa que já manifestou publicamente que estuda instalar fábrica no Estado
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Rafael Guzzo

Rafael Guzzo Peres é jornalista formado pela Universidade Vila Velha (UVV) e graduado em Marketing Político e Comunicação Eleitoral pela Estácio de Sá. Foi colunista de Economia e Negócios da Rede Tribuna por oito anos, à frente da coluna Dia a Dia do jornal A Tribuna; e desde 2017 é editor de Economia, tendo assumido também a seção de Política em 2020.

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A chegada da montadora chinesa GWM (Great Wall Motor) a Aracruz, no Norte do Espírito Santo, abriu uma nova frente de investimentos no Estado. Além do projeto já anunciado, o governo negocia a instalação de outras 15 empresas do setor automotivo, entre montadoras, fabricantes de autopeças e fornecedores da cadeia de produção de veículos.

As tratativas são conduzidas pela Agência de Atração de Investimentos do Espírito Santo (Nova ES). Os projetos estão em diferentes estágios e os nomes permanecem sob sigilo enquanto o Estado disputa os empreendimentos com outras regiões do País.

GWM como âncora do novo polo automotivo

A GWM é tratada como a empresa-âncora do novo polo automotivo capixaba. A fábrica, prevista para ser inaugurada em 2029 em Aracruz, integra o plano de R$ 10 bilhões de investimentos da companhia no Brasil em 10 anos.

A expectativa é que a operação estimule a chegada de fabricantes de componentes eletrônicos, motores elétricos, baterias e outros itens utilizados na produção de veículos. Parte das 15 empresas prospectadas está diretamente ligada a esse movimento.

A montadora pretende formar um polo em torno da unidade de Aracruz e atrair fornecedores de sua cadeia. Para o Estado, a concentração dessas atividades pode ampliar a geração de empregos, fortalecer a indústria e criar oportunidades para empresas capixabas.

Qualificação de mão de obra para o novo polo

A implantação da fábrica também mobiliza a preparação da mão de obra local. Senai, Ifes e Ufes devem participar da qualificação, com cursos adaptados às tecnologias da montadora.

O planejamento inclui a possibilidade de profissionais, sobretudo lideranças, e professores receberem treinamento na China, além de técnicos chineses atuarem na formação local. As oportunidades devem alcançar operadores, técnicos especializados e engenheiros.

Estrategia do Estado para atrair investimentos

Para conquistar os projetos, a Nova ES faz articulações diversas, envolvendo entidades do poder produtivo, municípios, secretarias e empresas de infraestrutura, para atuar como canal único de contato com os investidores e ampliar as respostas positivas.

O Estado aposta ainda na logística, na estrutura portuária, na oferta de energia, na segurança jurídica e no equilíbrio fiscal. O Espírito Santo acumula 15 anos com nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador do Tesouro Nacional que mede a capacidade de pagamento dos estados.

A avaliação é que essa organização oferece previsibilidade e planejamento de longo prazo, fatores decisivos para investimentos industriais. A presença da GWM também fortalece a interlocução com empresas chinesas e pode transformar Aracruz em porta de entrada para novos investimentos, dando escala à cadeia automotiva capixaba.

Nova ES negocia com 61 empresas interessadas

A Nova ES mantém negociações com 61 empresas interessadas em investir no Espírito Santo. A carteira reúne projetos de diferentes setores e inclui as 15 companhias da cadeia automotiva que negociam instalação no Estado.

Também há tratativas nos setores químico, de saúde, energia, agronegócio, turismo, logística e minerais estratégicos. Os projetos estão em estágios distintos, desde os primeiros contatos até a escolha de áreas, avaliação de incentivos, licenciamento e definição do investimento.

Essa relação não representa empreendimentos já confirmados. Como o Espírito Santo concorre com outros estados, a identidade das empresas é preservada durante as negociações, já que a divulgação antecipada pode expor estratégias empresariais e prejudicar a atração dos projetos.

Além de receber investidores que procuram o Estado, a agência faz uma busca ativa de empresas compatíveis com as vocações capixabas. Há casos em que o Espírito Santo entrou depois na disputa, apresentou suas condições e acabou escolhido.

O trabalho inclui reunir informações sobre impostos, infraestrutura, energia, logística, mão de obra e terrenos, além de aproximar as empresas de secretarias, prefeituras, instituições de ensino e possíveis fornecedores. A Nova ES também atua na expansão de negócios já instalados e na formação de cadeias produtivas em torno de grandes projetos, com a meta de transformar as negociações em empreendimentos capazes de diversificar a economia e criar empregos.

Veja as empresas em negociação por setor

Automotivo: 15

Varejo e Distribuição: 10

Petróleo & Gás: 5

Mineração: 4

Alimentos e Bebidas: 4

Logística e Portos: 4

Energias Limpas: 4

Indústria Química: 3

Outros setores: 12

Total: 61



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