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ELEIÇÕES 2026 ES

Virada no PSD põe Meneguelli na disputa pelo Senado

Partido decide ficar neutro na corrida ao governo após MDB e Republicanos fecharem espaço para candidatura ao Senado

Virada no PSD põe Meneguelli na disputa pelo Senado
- Meneguelli mostra camiseta com o número de seu partido, observado por Renzo Vasconcelos (ao microfone)
Foto de perfil de Eduardo Maia

Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

Última atualização


Em uma reviravolta nas articulações eleitorais, o PSD optou por não integrar nenhum palanque na disputa pelo governo do Espírito Santo.

A decisão, oficializada durante a convenção estadual da legenda na última quarta-feira (05), mantém o partido em posição de neutralidade na corrida ao Palácio Anchieta e consolida a candidatura do deputado estadual Sergio Meneguelli ao Senado.

O presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcelos, e prefeito de Colatina, afirmou que a decisão de o partido permanecer neutro na disputa pelo governo do Espírito Santo foi tomada para dar mais autonomia aos candidatos da legenda durante a campanha.

Segundo ele, sem estar vinculado a uma candidatura ao Palácio Anchieta, os postulantes poderão dialogar com mais liberdade junto às bases e aos municípios. “Entendemos que seria mais fácil para os nossos candidatos dialogarem com suas bases, sem uma amarra específica às candidaturas ao governo, dando maior autonomia, melhores condições de trabalho e a independência necessária para exercer um bom mandato”.

Sobre a confirmação da candidatura de Meneguelli ao Senado, Renzo disse que a decisão foi tomada há algumas semanas, durante reunião com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. No entanto, Meneguelli pareceu surpreso no anúncio e até se emocionou. Ao ser anunciado, bateu fortemente com as duas mãos na mesa e abraçou Renzo. Depois, à imprensa, ele disse que sabia da decisão desde a última terça-feira (04).

“O compromisso feito pelo presidente nacional e referendado por mim precisava ser cumprido. Enquanto a caneta fosse minha, Sergio Meneguelli seria candidato ao Senado”, declarou Renzo.

Ele explicou que o PSD manteve diálogo com diferentes grupos políticos ao longo das últimas semanas, mas decidiu seguir de forma independente depois que MDB e o Republicanos não abriram espaço para a candidatura de Meneguelli ao Senado.

Questionado sobre o futuro posicionamento na disputa pelo governo do Espírito Santo, Renzo afirmou que ele, pessoalmente, ainda não definiu se apoiará informalmente algum dos candidatos.

Segundo ele, a decisão será tomada após conversas internas e diálogo com os pré-candidatos ao Palácio Anchieta. “Não tenho resistência a nenhum candidato. Vamos conversar, avaliar os prós e os contras e decidir, em conjunto, se caminharemos com alguém ou se manteremos a neutralidade”.

O PSD homologou uma nominata parcial, com 18 candidatos a deputado estadual e nove a deputado federal, mantendo vagas em aberto para futuras definições.

Guerino Zanon deixa sigla

A convenção do PSD, que oficializou a chapa majoritária da legenda para as eleições de 2026, também marcou uma ruptura política. O ex-prefeito de Linhares e ex-deputado estadual Guerino Zanon anunciou sua saída do partido.

Ele afirmou que a decisão foi motivada pelo descumprimento dos entendimentos firmados com a direção estadual da legenda.

“O que sempre me moveu na atividade partidária foi o interesse público e a lealdade aos meus princípios”, declarou à reportagem.

Guerino Zanon lembrou que permaneceu filiado ao MDB por 22 anos e que todos os cargos públicos conquistados nesse período foram exercidos pelo partido. Ele recordou que deixou o MDB em 2022 porque a direção estadual não quis uma candidatura autêntica e preferiu apoiar o projeto de poder do Palácio Anchieta voltado à reeleição, “em troca de favores e interesses pessoais”.

Agora, ele cravou que deixa o PSD pelos mesmos princípios.

Ao final da manifestação, GuerinoZanon agradeceu a confiança recebida e declarou apoio ao projeto político de Lorenzo Pazolini (Republianos) ao governo do Espírito Santo: “Vamos seguindo para a vitória com Pazolini governador”.

Futuro em definição

O futuro político da primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos, segue indefinido. Após seu nome não ser confirmado como vice de Pazolini, por decisões partidárias, avalia disputar uma vaga à Assembleia ou Câmara.

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