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Tribuna Folia

Pega no samba homenageia espiritualidade afro-indígena

Apresentando o enredo "Caboclo Sete Flechas", a escola trouxe uma narrativa marcada pela valorização das culturas originárias

Pega no samba homenageia espiritualidade afro-indígena
- A influenciadora Ariadne Salvador desfilou como musa da Pega no Samba.

Última atualização



Cores vibrantes, brilhos, histórias poderosas e energia contagiante marcaram a primeira noite do Carnaval de Vitória no Sambão do Povo, com os desfiles das escolas integrantes do Grupo Especial.

A folia começou com a tradicional entrega simbólica das chaves da cidade à Família Real do Carnaval. O prefeito Lorenzo Pazolini passou o comando ao Rei Momo, Luiz Guilherme Monteiro, acompanhado da rainha Mariana Matos, da rainha trans Lorena Delfino Gomes e das princesas Keile e Sofia, em meio a aplausos e entusiasmo do público.

A abertura do Grupo Especial ficou por conta da Pega no Samba, que entrou na avenida às 22h05 com cerca de 1,4 mil componentes, apresentando o enredo “Caboclo Sete Flechas”. A escola trouxe uma narrativa marcada pela espiritualidade afro-indígena, pela valorização das culturas originárias e pela defesa da natureza.

A comissão de frente encenou a queda e a ascensão do homenageado como guardião da mata, enquanto alas e carros alegóricos representaram rios, florestas, ventos e animais, destacando a natureza como elemento central do desfile.

As cores azul, branco e vermelho simbolizavam alegria, diversidade e pertencimento da comunidade que sustenta a escola, enquanto o samba-enredo, entoado em coro pelo público, reforçou a conexão entre o homem, a terra e a memória ancestral.

Mesmo com a dificuldade inicial com o carro abre-alas, a escola manteve seu brilho, conquistando aplausos e cantos em coro da plateia e mostrando a força da comunidade.

Além da festa, a noite também foi de reflexão. Antes do início dos desfiles, dois robôs – um humanoide e outro em formato de cachorro – circularam pela avenida em um protesto silencioso por justiça pelo cão comunitário Orelha, morto vítima de agressão em Florianópolis em janeiro deste ano.



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