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CARNAVAL 2025

Dois energéticos: um limite perigoso para o coração no Carnaval

A combinação, comum nos dias de folia, é um risco para o sistema cardiovascular

Dois energéticos: um limite perigoso para o coração no Carnaval
- Seguir um bloco de Carnaval, em média, equivale a uma corrida de 10 quilômetros
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

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Participar de um bloco de Carnaval pode equivaler a percorrer 10 quilômetros. Agora, imagine fazer isso com o coração acelerado por energéticos e álcool.

A combinação, comum nos dias de folia, é um risco para o sistema cardiovascular, alerta o cirurgião cardiovascular do Instituto de Cirurgia Cardiovascular (Ricca), João Paulo II.

Segundo ele, a quantidade exagerada de energético pode causar complicações, dependendo do organismo de cada pessoa. 

Mas, consumir duas latas de energético em um único dia já ultrapassa o limite seguro de cafeína recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pode desencadear arritmias, picos de pressão e até infarto.

“Os energéticos são ricos em cafeína e taurina, substâncias que aumentam a pressão arterial e estimulam o coração. A Anvisa recomenda um consumo máximo de 400 mg de cafeína por dia. Como essas bebidas contêm, em média, 300 mg por lata, ingerir duas já é um excesso e deve ser evitado”, explica o especialista.

Só para se ter uma ideia, uma xícara de café (aproximadamente 150 ml) contém, em média, entre125 a 180 mg de cafeína, dependendo do tipo de grão e do método de preparo. Uma lata de energético é quase três xícaras de café de uma vez só.

O risco é ainda maior quando o energético é misturado com álcool. De acordo com João Paulo II, essa combinação pode ter consequências graves para quem tem doenças cardíacas ainda não diagnosticadas.

“A mistura potencializa a desidratação e pode causar distúrbios eletrolíticos, que favorecem arritmias graves. Em casos extremos, pode levar a um acidente vascular cerebral (AVC) ou a um infarto”, alerta.

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ESFORÇO AUMENTA DEMANDA DE OXIGÊNIO NO CORPO

O desgaste físico também não deve ser subestimado. “Seguir um bloco de Carnaval, em média, equivale a uma corrida de 10 quilômetros. Esse esforço aumenta a demanda de oxigênio do corpo, e se o coração não estiver preparado, os riscos de complicações cardiovasculares são altos”, afirma o cirurgião.

Os números confirmam o alerta. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30% das mortes no Brasil são causadas por doenças cardiovasculares, o que representa aproximadamente 300 mil óbitos por ano. A cada 5 a 7 casos, um resulta em morte.

Para reduzir os riscos durante a folia, João Paulo II recomenda intercalar cada lata de energético com pelo menos 500 ml de água e ingerir doces para evitar a hipoglicemia.

Além disso, reforça a importância de manter um estilo de vida saudável e realizar exames preventivos regularmente. “Nem sempre as doenças cardíacas apresentam sintomas. Por isso, consultar um médico regularmente é fundamental para prevenir complicações”, conclui o especialista.

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