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Esporte Capixaba

Conexão de sucesso no Oriente Médio: a parceria entre zagueiro e preparador físico

Zagueiro Rafael Pereira e o preparador físico Mauro Guerra mantêm parceria que garante alto rendimento nos Emirados Árabes

Conexão de sucesso no Oriente Médio: a parceria entre zagueiro e preparador físico
- Mauro e Rafael fazem trabalhos específicos para força e agilidade

Última atualização


Revelado pela Desportiva, o zagueiro Rafael Pereira, de 25 anos, nascido em Domingos Martins, construiu sua carreira fora do Brasil. Após se destacar no sub-20 em 2018, teve uma breve passagem por Portugal, que abriu portas para os Emirados Árabes Unidos. No país árabe, vestiu a camisa do Al Ain por quatro anos e atualmente defende o Al Bataeh, completando sua sétima temporada na região.

Mais do que adaptação ao futebol local, Rafael encontrou estabilidade pessoal e profissional. Parte desse crescimento passa pela parceria com o preparador físico Mauro Guerra, também capixaba, que se tornou peça-chave em sua rotina de treinos e recuperação.

O trabalho é minucioso. Mauro não apenas conduz treinos de condicionamento e força, mas também monitora dados de GPS, qualidade do sono, questionários de bem-estar e testes neuromusculares. O objetivo é potencializar as principais virtudes de Rafael — a velocidade, rara em zagueiros, especialmente canhotos, aliada à técnica —, sem abrir mão do ganho de força física.

“Como nossa pré-temporada é muito curta, geralmente com apenas três semanas, o Mauro tem papel fundamental. Ele fica responsável pelos treinos físicos específicos comigo, garantindo que eu mantenha o rendimento e a performance ao longo de toda a temporada”, afirmou o zagueiro.

As condições climáticas da região exigem ainda mais atenção, embora Rafael já esteja acostumado. “O calor é extremo, principalmente no verão. Entre 11h e 17h, é praticamente impossível treinar ao ar livre. Por isso, os treinos são organizados no início da manhã ou após as 18h, priorizando locais como academias e ginásios. Esse cuidado evita o estresse térmico”.

“Nos jogos, fica evidente o impacto: por mais condicionados que estejam, os atletas não conseguem manter a intensidade após os 60 a 70 minutos, e o ritmo cai bastante. Tanto que aqui existem duas paradas técnicas durante as partidas para hidratação e recuperação”, contou Mauro.

Entre treinos e jogos, tanto atleta quanto preparador enfrentam desafios fora do campo. Mauro alterna períodos no Espírito Santo e em Dubai, dividindo-se entre a saudade da família e a adaptação à cultura local.

Rafael, por sua vez, confessa sentir falta da alegria do jogador brasileiro e da paixão das torcidas, mas valoriza a receptividade que encontrou no Oriente Médio.

“O público é muito receptivo com os brasileiros. Tive a oportunidade de jogar no maior clube do país, onde conquistei títulos, e até hoje sou reconhecido, parado para tirar fotos e receber cumprimentos dos torcedores”, relatou.


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