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Esporte Capixaba

Emoção marca a despedida de Geovani Silva

Pequeno Príncipe foi sepultado nesta terça-feira, em Vila Velha

Emoção marca a despedida de Geovani Silva
- Geovani Filho ao centro do caixão do pai
Foto de perfil de Víctor Fontes

Víctor Fontes

Jornalista mineiro formado pela UFSJ, com passagem como narrador esportivo e apresentador de rádio. Hoje Victor Fontes é repórter multimídia e editor substituto em A Tribuna, e apresentador do programa Apita Aí na TV Tribuna/Band, cobrindo esportes todos os dias — da várzea ao Mundial, no texto e na câmera!

Última atualização


A despedida do ex-jogador Geovani Silva, que faleceu na madrugada da última segunda-feira, aos 62 anos, foi marcada por muita emoção. O ídolo do Vasco e da Desportiva foi sepultado no Cemitério Parque da Paz, em Vila Velha, na tarde desta terça-feira.

Além dos três filhos, Geovani, Andrey e Gabriel, outros familiares, amigos, fãs, ex-jogadores e autoridades estiveram no local para dar o último adeus ao craque.

“A característica que mais se sobressaía no meu pai era a simplicidade, a humildade. Então, como pai, ele realmente era um cara muito cuidadoso com a gente, realmente se preocupava. E um cara que passava muita força para nossas conquistas, nossos objetivos”, contou Geovani Filho.

China, Carlos Germano, Luciano Lacerda e Andrezinho foram alguns dos ex-atletas que compareceram ao local para se despedirem do amigo.

“Estou dilacerado. Nós somos contemporâneos e fomos convocados por Rio Branco e Desportiva. Nós nos amávamos. Essa notícia deixou um buraco em mim”, lamentou o amigo China.

O ex-governador Renato Casagrande, assim como o ex-secretário de esportes José Carlos Nunes, foram dois dos políticos que fizeram questão de marcar presença na despedida do ídolo capixaba.

“O Geovani representou uma oportunidade de o Espírito Santo ser conhecido no mundo. Ele nunca deixou de falar do Estado. Era um profissional de alto gabarito e uma boa pessoa”, frisou Casagrande.

“Ele deu muita visibilidade ao nosso Estado. Sempre foi um apaixonado pelo esporte e é uma perda irreparável para a gente”, completou Nunes.

No meio do esporte local, Miguel Trés, presidente do Vilavelhense, e Gustavo Vieira, presidente da Federação Capixaba de Futebol, marcaram presença.

“O Geovani é um ídolo brasileiro e mundial. O Vilavelhense teve o privilégio de contar com ele em 2002, quando iniciou sua trajetória, e nos ensinou muito sobre futebol. Somos muito gratos”, agradeceu Miguel.

Entre os diversos torcedores com camisas de Vasco, Desportiva e Rio Branco — clubes em que Geovani atuou ao longo da carreira —, Almir Gonçalves, sargento aposentado do Exército, de 62 anos, tem várias lembranças com o craque.

“Ele sempre comparecia aos eventos do Exército e ia à minha casa comer dobradinha. Como jogador, era um príncipe encantado”, recordou.

O Pequeno Príncipe foi enterrado com as bandeiras do Vasco e do Espírito Santo, duas de suas maiores paixões, sobre o caixão. Geovani Filho fez um emocionante discurso no fim e agradeceu a presença de todos que estavam no local.


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