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SURFE

“Sem minha mãe, nada acontece”, conta Kauai Côgo

Jovem surfista capixaba divide rotina entre competições, estudos e os sonhos construídos ao lado da mãe, Thiara Côgo

“Sem minha mãe, nada acontece”, conta Kauai Côgo
- Mãe e filho moram e treinam na Barra do Jucu, em Vila Velha
Foto de perfil de Víctor Fontes

Víctor Fontes

Jornalista mineiro formado pela UFSJ, com passagem como narrador esportivo e apresentador de rádio. Hoje Victor Fontes é repórter multimídia e editor substituto em A Tribuna, e apresentador do programa Apita Aí na TV Tribuna/Band, cobrindo esportes todos os dias — da várzea ao Mundial, no texto e na câmera!

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Na rotina da família Côgo, o surfe vai muito além das ondas. Entre viagens, treinos, estudos e sonhos, a relação entre Thiara e Kauai se fortaleceu em um lifestyle que transformou mãe e filho em parceiros inseparáveis. E, para o jovem surfista capixaba de 15 anos, existe uma certeza: “Sem minha mãe, nada acontece”.

Nascido e criado na Barra do Jucu, em Vila Velha, Kauai cresceu cercado pelo mar. Filho de pais surfistas, começou cedo nas ondas, mas foi durante a pandemia que o esporte deixou de ser apenas diversão e virou objetivo de vida.

“Eu decidi que queria ser surfista profissional quando comecei a competir mais e gostei da sensação de competir e ganhar”, conta o bicampeão capixaba, campeão estadual sub-12 em 2022 e sub-16 em 2025.

Ao lado dele, Thiara acompanha cada etapa da caminhada. Ex-surfista amadora, ela viu o filho transformar o sonho em projeto de vida sem abandonar os estudos. Hoje, Kauai divide os campeonatos com a rotina intensa no Ifes, onde cursa Eletrotécnica.

“O maior desafio é trazer leveza para tudo isso. O estudo é prioridade, mas a gente tenta equilibrar responsabilidade, diversão e o surfe”, explica.

Mais do que apoio emocional, Thiara virou peça fundamental na carreira do filho. Organiza viagens, campeonatos, cronogramas, grava vídeos e ajuda até na produção de conteúdo para as redes sociais.

“Minha mãe é fundamental. Ela organiza minhas planilhas, metas, campeonatos, hospedagens, me filma surfando… sem ela, nada acontece”, resume Kauai. Desde os 9 anos, o surfista vende bananinhas desidratadas para ajudar nos custos das viagens e competições. A dedicação impressiona a mãe.

“O Kauai me ensinou a sonhar grande e acreditar que as coisas podem acontecer. Ele corre atrás, não espera cair do céu”, diz.

Entre vitórias, derrotas e o sonho de competir no Havaí, mãe e filho seguem construindo juntos uma trajetória movida por afeto, esforço e parceria. “Quando eu ganho ou perco, a primeira pessoa que procuro é minha mãe”.

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